Coritiba 1 x 1 Palmeiras. Ao invés de consolo, desta vez talvez tenha restado apenas mágoa para os Coxas. Perderam a Copa do Brasil para o nada razoável time do Palmeiras, que tecnicamente lhe foi submisso nos dois jogos.
Há teóricos dizendo que o Coritiba foi previsivel, porque se limitou a atacar com Rafinha pela direita. Há acadêmicos pregando que o time teve mais pressa do que velocidade, e trocou muito cedo as jogadas pelos lados, passando a cruzar bolas.
Não é hora de teoria. Sejamos sinceros: o Coritiba não ganhou essa decisão com o Palmeiras, porque lhe faltou qualidade individual. Em Barueri, perdeu o jogo nos gols que deixou de marcar; ontem, lhe faltou um jogador que fosse talentoso e inteligente para jogar contra as duas linhas de quatro armadas por Felipão.
Não há outra explicação, pois o time foi bem organizado, tanto que dominou o jogo até sofrer o empate. E se não bastasse faltar talento e inteligência para chegar ao gol, voltou a sofrer com a fragilidade da defesa em bolas pelo alto. É impossível passar um jogo decisivo sem sofrer gols com Pereira, Demerson e Lucas Mendes. A partir do gol de empate, seria natural esvaziar-se, por que tirar a diferença de dois gols, àquela altura, passou a ser o infinito.
Dirão que o Palmeiras não tem craque. Concordo, mas tem pelo menos um especialista: Marcos Assunção, que com a bola parada foi a diferença, decidindo os dois jogos e o título.
O Palmeiras foi campeão porque o sistema mata-mata da Copa do Brasil autoriza ganhar jogando atrás, usando faltas sequenciais para picotar o andamento de um jogo, e fazendo gols de bola parada.
Um triste campeão. Mas o time de Felipão foi o que restou.