Pecado mortal

Na lista das pessoas que Mário Celso Petraglia pragueja, o presidente do Coritiba Vilson Ribeiro de Andrade era um dos que estava no topo. Mas, agora, Petraglia procurou Vilson para propor o sistema de torcida única nos Atletibas neste Brasileiro. Este gesto, embora seja nobre, não revela nenhum espírito de renúncia às suas ideias sobre pessoas que critica. O seu interesse de fundo para o surpreendente telefonema ao presidente coxa, está no medo que em Maringá ocorra um “Joinville II”. O choque entre as gangues organizadas seria inevitável longe do policiamento de Curitiba. E, aí, o Atlético seria reincidente e correria o risco de perder mais mandos de jogo.

O gesto de Petraglia, independente de motivo, foi nobre.

Provoca-me a lembrança quando Petraglia e eu voltamos a conversar em 1995, numa viagem para um jogo do Furacão em Caruaru. No reencontro provocado por Forneia e Adur, Petraglia me olhou e disse: “Sabe Mafuz, não existem motivos para vivermos em briga. Nós dois pertencemos a uma espécie tão nobre, que somos incapazes de cometer pecado mortal.”

Já se passaram 19 anos, e até hoje não sei qua o conceito que Petraglia tem de pecado mortal.

Revisão

O Atlético terá que jogar quatro partidas com portões fechados. Surpreende-me a indolência do seu Departamento Jurídico especial no STJD. Não custaria nada, apenas um bom estudo, se entrasse com um pedido de revisão da pena. Há causas e são boas. Na jurisprudência do Tribunal há precedentes em que uma pena é revista por já ter alcançado o seu objetivo final. O precedente clássico foi a revisão da pena, com o seu fim, de Petraglia e Dualib no caso “Ives Mendes”.

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