São três as matérias que serão discutidas pelo Conselho Deliberativo do Atlético. A primeira é a autorização dos conselheiros que o clube precisa ter para dar a garantia real que a Fomento Paraná está exigindo para liberar mais dinheiro. A garantia é necessária, mas a identificação do tema deveria procurar uma questão: se o bem a ser dado como garantia é o imóvel do CT do Caju, qual a razão de se generalizar “bens do Clube Atlético Paranaense”? Da forma como foi posto o tema, inclui tudo, em especial a Baixada.
O outro assunto é o da criação da Fundação Clube Atlético Paranaense. Há uma contradição entre a primeira matéria e a segunda. Se há proposta para onerar o patrimônio, e com certeza será aceita (e deve ser), como então criar uma fundação para receber esses bens? Alguém do comando do Conselho não conhece a lei. Ontem escrevi tudo o que penso. A solução do problema passa a ser unicamente responsabilidade dos conselheiros. Entrarão para história como vendilhões do Atlético?
Uma matéria me provoca a curiosidade: a das torcidas organizadas. Com certeza há proposta de alguém mandado para que os conselheiros votem uma punição. Não entendo Petraglia: quando é para enfrentar atos, que envolvam interesses da torcida em geral transfere a responsabilidade para o Conselho Deliberativo. Foi assim no caso de Paulo Baier e será assim no caso das organizadas. Deve ser promessa demais e coragem de menos.
Julgamento
Não surpreendeu o julgamento do STJD que rebaixou a Portuguesa. A decisão no mérito não foi em razão de que a lei era contra a Lusa, mas porque era a favor do Fluminense. Fosse um outro beneficiado, de prestigio periférico, haveria uma interpretação da lei, que não desprestigiasse o resultado de campo. O problema da Portuguesa não foi escalar um jogador suspenso, mas errar tendo como beneficiário o Fluminense.