Pasto

A idéia que se originava do passe, era a da submissão do jogador ao clube em regime de servidão. Da idéia surgiram teses, sobrevieram decisões até surgir a Lei Pelé.

Mas o jogador continua mais escravo ainda. Agora são escravos de si próprio ao aceitar a submissão às regras que são adotadas por muitos clubes, não obstante serem contrários à lei e ao próprio contrato.

O Paraná, entre nós é o grande exemplo. Faz do jogador um escravo. Não é escravo quem está obrigado a jogar naquele gramado do Pinheirão? Não é um gramado, é um pasto, lembrando o local em que os serviçais eram mandados pelo senhorio. Jogador do Paraná não joga. Amassa lama.

Está escrito no contrato do atleta, que o clube é obrigado, entre outras coisas, lhe dar condições de trabalho. No entanto, os jogadores são passivos, mesmo que o fato repercuta em prejuízo pessoal e profissional de cada um. Some-se à conveniência dos dirigentes e à omissão dos jogadores, a falta de intervenção da associação de classe, que na prática não existe. Agrava-se tudo com a falta de censura contínua da imprensa.

E a bela Vila Capanema, fácil de ser revitalizada, continua abandonada. Por isso é que o Paraná, a cada dia que passa, vai se enterrando.

Decisão

O São Paulo joga hoje na Colômbia o seu direito de ir a final da Libertadores. Não sejamos pessimistas, mas sejamos desconfiados. A grande arma do Tricolor é a sua mística, pois seu time é inseguro e cheio de deficiências. Sem um único craque. Se Luís Fabiano não jogar ou se jogar meia-boca, então sejamos pessimistas. Mas iremos torcer. Pessimistas ou desconfiados, não importa.

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