Passos

De onde está para o grupo da frente, o Atlético precisa dar apenas um passo. Nem precisa ser de gigante. Um passo de criança em brincadeira de amarelinha será suficiente.

Mais importante do que vencer em Criciúma para ficar entre os primeiros é vencer para afastar o desequilíbrio emocional quando fica longe da proteção de sua torcida nos jogos da Arena.

É essa a questão fundamental para esse jogo: preocupa-se demais com o esquema de Culpi, mas não se provoca Jádson, Dagoberto, Fernandinho e Washington, para serem leões indomáveis fora dos limites da Arena da Baixada. Esquema e individualidade não podem ser dissociados. De nada adianta um bom projeto de jogo se existe deficiência na execução. Dirão que jogar em Criciúma é muito difícil. Difícil é jogar em qualquer lugar.

É exatamente nesta situação, que o Atlético precisa criar o convencimento de que pode ter objetivos mais ousados no campeonato. Ganhar só na Arena, por mais espetacular que seja a vitória, tornou-se uma lógica que não decide o futuro.

Lembranças

Imagine se adversário do Coritiba não se chamasse Botafogo e não tivesse uma estrela solitária no peito. Seria um time qualquer. Presa fácil para os coxas no Couto Pereira. Mas chama-se Botafogo e sua camisa tem uma estrela no peito.

É exatamente este romantismo centenário que deve gerar o respeito que o Coritiba, presumo, vá tratar o jogo de hoje. Um jogo que define situações temerárias, porque se o Botafogo tem que subir, o Coritiba não pode descer. Uma vitória carioca deixa os dois quase na mesma linha, só que com a diferença de que a sensação de queda será terrível a essa altura do campeonato.

De primeira: Não entendi o alarde que fizeram pela saída de Moro da diretoria do Coritiba. Drama seria se o excluído fosse Gionédis, que salvou o clube. Seria a mesma coisa lamentar a futura e provável saída de Fleury do Atlético. Não aconteceria nada. O importante no presente é Petraglia continuar.

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