Há trinta anos quando comecei, diria que o Atlético não jogou em Campinas para vencer a Ponte Preta, 2×0. Diria que o Atlético passeou. Não no sentido de um ato dolente, sem precisar jogar. Mas passeou porque foi brilhante no todo. Sobrou, diriam os modernistas. No primeiro tempo, então, foi excepcional.
Não há que se escrever porque ganhou. Mas porque foi brilhante. A resposta já tinha sido dada contra o São Paulo, depois que Fabrício foi expulso: o time de Lopes ficou leve, joga em linha reta, não joga tocando para os lados. Com Ferreira vindo de trás, juntando-se aos atacantes, o Atlético não só tem equilíbrio no meio para proteger a zaga, como se agrupa para atacar.
Ferreira fez o primeiro. Golaço.
Mas vejam o gol de Finazzi. Bahia, Lima e Ferreira trocam bola, empurram a defesa da Ponte para o gol de Lauro, e Finazzi marca.
Posso estar enganado, mas o Atlético já estreou no campeonato.
Perigo
A segunda opção desperta risco. No futebol não é diferente. Por melhor que seja, o goleiro reserva quando entra é sob desconfiança. No Coritiba, Vizzotto que era reserva de Fernando, amanhã será reserva de Douglas, que era reserva dos dois.
Há quem acredita que a solução ainda esteja entre Vizzotto e Douglas.
Mas há quem acredite que a solução seja Roger, eterno reserva de Rogério Ceni no São Paulo.
E Roger está querendo sair do Morumbi.
Absurdo
A Federação Paranaense de Futebol, sob o pretexto de usar sua competência, resolveu taxar os clubes em um por cento de todas as transferências de jogadores para o Brasil e para o Exterior. A resolução é ilegal e burra: legisla em causa própria e sem proteção do princípio da legalidade; burra, porque o artigo 4.º da resolução, querendo exigir a prova do ?valor da cessão? (verbo ceder, transferir) expressou o ?valor da sessão? (período de uma reunião de pessoas).
A resolução, enfim, foi a manifestação da incompetência em todos os sentidos.