Quando apresentou o treinador Eduardo Baptista, Mário Celso Petraglia assim falou: “O Atlético está quebrando paradigmas”. Sabe-se que paradigma é um padrão que deve ser adotado como exemplo ou referência. Por ter sido uma frase isolada de qualquer argumentação, não se sabe o que o doutor quis falar. Como falava para repórteres calados, ninguém lhe perguntou: “Qual é o paradigma que o Atlético está quebrando?”.
São essas frases avulsas que enganam e iludem.
No futebol jogado, o Furacão não serve de paradigma para ninguém. Trouxe Paulo Autuori sob o pretexto de renovar as ideias do CT do Caju, em especial, a de promover a transição da base com o profissional. Prepotente e egoísta, Autuori continua fazendo um estrago.
O Atlético ganhou um título estadual que orgulhou a sua torcida. No entanto, Autuori desprezou e tornou-o incapaz de “colocar no meu currículo”. O Furacão classificou-se para a Libertadores, mas Autuori reduziu a sua importância porque “o Atlético não merecia, por terem as regras sido mudadas durante a competição”.
Passado um ano desde que o professor chegou, o Atlético não revelou um único jogador. O estoque que resta para vender (Otávio, Rossetto e Pablo) são remanescentes da administração de Marcos Malucelli, como era Hernani. Mais grave: o CT do Caju passou a ser um depósito de velhos amigos de Autuori, que estavam sobrando no mercado.
Ao invés de renovar o time, em uma maldosa contradição, Autuori e, aí com a concordância de Petraglia trouxe Luiz Henrique, Grafite, Eduardo da Silva, Carlos Alberto, Gedoz, Ederson e Guilherme, juntando-se a Lucho González e Paulo André, para a defesa, o meio e o ataque.
Se o torcedor não sabe, fique sabendo: um pelo outro tem um custo médio mensal de120 mil, o que resulta em um gasto de um milhão e oitenta mil. A exceção de Carlos Alberto, que até aqui se pagou com jogo em Santiago (agora, começa a dever), nenhum deles foi capaz de dar um único passe e fazer um único gol.
Concordo que em uma contratação há sempre riscos. Mas contratar como o Atlético contratou e errar todas provoca dúvidas. Errar tanto, está na conta do risco, da incompetência ou do interesse? Enganador, Autuori comandou o time durante um ano e não lhe deu o mínimo sentido de jogo.
Hoje, o Furacão leva todos os seus paradigmas contra o Fluminense, no Rio de Janeiro.

continua após a publicidade

continua após a publicidade