O caso da dívida da construção da Baixada não se esgota, porque para isso reclama uma solução. Mas como tema para jornalista, tornou-se cansativo. De um lado, o Atlético prevendo que uma decisão judicial coloca as partes “próximas de uma tragédia. Ou o leilão do estádio, ou a falência da Fomento”.

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A Fomento responde que “o leilão da Baixada não está fora de questão”. Lembrei das cenas iniciais do “Poderoso Chefão”, que está comemorando 45 anos. O chefe Don Vito (Marlon Brando) ensina ao seu filho Michael (Al Pacino), que às vezes a solução está em causar pânico ao inimigo. Parece ser exatamente o caso da Baixada, que apanhado pela intransigência de todos, é remetido a um ambiente de pânico.

Desprovido de paixão, já escrevi diversas vezes: o Atlético é a grande vítima no caso. É vítima do Município e do Estado, mas é vítima de si próprio, quando entrou num jogo sem saber quanto iria custar e quanto iria gastar. E não sabe até hoje. Da forma como as coisas estão indo, mesmo que amanhã prevaleça a tese do Atlético, a dívida terá aumentado tanto, que a sua parte estará impagável. E nada se faz para estancar.

Esse caso já está repercutindo na execução do objeto social do Atlético, que é o futebol. Estou convencido que o Atlético está paralisado em razão desse caso da Baixada. Conhecendo as pessoas, posso afirmar que Mário Celso Petraglia não pensa em outra coisa, não faz outra coisa, só busca alternativas de solução, imaginando que seu poder político de persuasão não se esgotou.

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Talvez, essa super valorização de poder, tendo como referência um Brasil sem Sérgio Moro, tenha influenciado negativamente nas intenções do Atlético. Com esperança no exercício do poder, retardam-se procedimentos judiciais que até agora não foram propostos, como uma ação própria envolvendo todos os que contrataram a obra da Baixada. Sem essa ação, o risco do Atlético ganha potência.

Por tudo isso, esquece-se do futebol, deixa-se de investir no futebol, dando carta branca a Paulo Autuori para praticar todas as suas obsessões pessoais e políticas, estrangulando o maior valor da torcida, que é o time.

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