Panelas

Não sei qual o motivo. Ingenuidade, talvez. Passei 22 anos de minha vida dentro de vestiários e campos de futebol, de Coritiba e Atlético. Convivi com todo o tipo de jogador, craques, estrelas, boleiros, meninos, líderes, humildes e autoritários, e nunca me convenci de que, isoladamente ou em grupo, o atleta decide voluntariamente derrubar um treinador de futebol.

Ingenuidade com certeza, pois, tratando-se de uma ação silenciosa, a prova absoluta é impossível. Sou provocado para esse tema, pela informação de que o treinador Adilson Baptista teria sido vítima dessa manifestação, que é uma ação silenciosa.

Perdi a inocência, mas não a consciência. Continuo não acreditando. Mas tratando-se de Atlético há uma situação objetiva e incontestável: a população do CT do Caju está cheia de vícios profissionais, que a curto prazo só podem ser removidos com uma atitude de impacto. E tratando-se de grupo, não conheço nenhuma que não seja de renovar. Vou direto aos nomes.

Cordeiro (coordenador), Leandro Niehues (assistente técnico), Bolinha (massagista), Sandro Forner (técnico do juniores) e outros que pouco aparecem, criaram uma panela de influência negativa para o futebol. Por exemplo: qual é a função de Leandro Niehues? Assessor técnico, dirão. Como irá assessorar alguém se demonstrou incapacidade toda vez que lhe foi dada a responsabilidade de decidir?

Os anos de Cordeiro lhe deram autoridade para manipular interesses que vão de influenciar em aumento de salário e bichos. Bolinha é uma pessoa preciosa, mas virou folclore, talismã, tem a sua história. Quando o médico Paulo Brofmann, ex-coordenador do departamento médico, substituiu o massagista por um fisioterapeuta para o trabalho de campo, caiu o mundo. Pois hoje, o fisioterapeuta durante um jogo tem mais importância do que o próprio médico nos grandes clubes da Europa.

Um novo técnico está para ser contratado. Será ele vitima, outra vez, das panelas do CT do Caju?

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