Os italianos já tinham esgotados todos os adjetivos para resumir Ronaldo como jogador de futebol. Craque, cujo conceito alcança todas as virtudes do jogador, e que poderia ser a exaltação maior, corria o risco de torná-lo um mortal. Então passaram do limite, e o identificaram como Fenômeno. Resumo tão perfeito e tão justo para uma pessoa sem contraste, que cria a identidade limitada aos extraordinários e gênios. Só os franceses fizeram e deram a Pelé: Rei do Futebol.

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Não é fácil, portanto, escrever sobre quem está eternizado como fenômeno. Bem consciente, se toma impossível, porque tudo será relativo. Resta-nos o mais nobre dos consolos: vê-lo jogando, porque aí Ronaldo nos enfia numa malha de sentimentos grandiosos. Então, nada melhor do que escrever sem as palavras, só com o silêncio.

Coisa simples

Hoje à noite, na Baixada, o que será do Atlético contra o Corinthians, do Fenômeno? Será o time errante do Atletiba, ou irá surpreender e jogar o que parece impossível, embora possa?

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Pródigo em desculpas, sem nunca assumir a sua responsabilidade por culpa, não resta para Geninho a não ser lutar por seu orgulho próprio. Errou tanto nos últimos jogos, que ele próprio sendo honesto, deve cobrar de si um Atlético diferente.

E não é difícil. Coisa simples, como escalar um meio-campo que exerça a função mais importante do futebol atual, que é a da marcação. E não conseguirá isso, se isolar o limitado Jairo no setor para manter Marcinho e Julio dos Santos, sem características para a função.

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Coisa simples, como ganhar consciência de que Wallyson não é melhor do que Júlio César só porque é jovem, mas porque tem mais virtudes.

Coisa simples, como preferir o goleiro Vinícius ao faltoso Galatto. Coisas simples, que não enganem a torcida.