Palavra de Sciarra

Na coluna “Engodo”, de 05/11, escrevi sobre o secretário da Casa Civil Eduardo Sciarra: “Não precisa conhecê-lo para ser tratado como pouco responsável na gestão da coisa pública. O ato que praticou de enviar um ofício ao município de Curitiba no qual afirma que o Estado concorda com a divisão tripartite pelo valor real integral do custo da Baixada, até enfrentar o desmentido público do governador Richa, é de uma escancarada irresponsabilidade”.

Após resumir o seu histórico como deputado federal, e me fazer critica pela “falta da prática do bom jornalismo”, Sciarra me respondeu. Sobre a questão de fundo, diz ele:

“Na Casa Civil cumpro a tarefa de coordenar as ações de governo e fazer a interlocução política do Executivo com os demais poderes e a sociedade paranaense. A pasta, que é solidária com todos os atos da administração estadual, é que formaliza as medidas adotadas pelo Estado.

Foi isso que se deu com a emissão de ofício (contranotificação) para a prefeitura de Curitiba sobre a Arena da Baixada. No documento, alertamos a administração da capital a respeito do entendimento do Tribunal de Contas do Paraná em relação aos custos das obras no estádio para realização de jogos da Copa do Mundo.

Nos dispusemos a dialogar sobre o tema e avaliar, de forma compartilhada, a melhor maneira de encaminhar a situação. Antecipamos possibilidades a serem debatidas para que a conversa não fosse iniciada do zero.

Mesmo que não havendo até o momento qualquer manifestação formal da Prefeitura de Curitiba a respeito da contranotificação, o que se vê nos meios de comunicação é que não há interesse do município em discutir o assunto.

Assim, tudo segue como está. Isso não afasta o risco das administrações públicas (Estado e município) serem chamadas pelos órgãos de fiscalização e pela Justiça para explicar tal situação.

De toda a forma, quero deixar absolutamente cristalino que não há discordância entre aquilo que foi escrito no referido ofício e o que foi dito pelo governador Beto Richa. O Estado não repassou e não repassará nenhum recurso público ao Clube Atlético Paranaense dentro do acordo tripartite. As operações de crédito a favor da CAP S/A, intermediadas pela Fomento Paraná, respeitam todas as normas do Sistema Financeiro Nacional. Ao cabo, resta o desejo de poucos em apostar numa polêmica que inexiste”.

Eduardo Sciarra

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