Palavra de professor

Dos 71 anos de vida, Antônio Lopes, diretor do Atlético, viveu 50 anos dentro do futebol. Daí, seu histórico como treinador e supervisor autoriza a dizer que viveu todas as situações, aprendeu todas as lições, tornou pela experiência definitiva a sua capacidade.

Bem por isso, Antônio Lopes discorda do projeto adotado para o futebol do Atlético. O único fundamento que usa para mostrar a sua razão derruba a centena de argumentos do presidente Petraglia.

Eis o fundamento do Delegado: não se forma um time para a Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro, onde jogam os melhores, só com treinos, mesmo que sejam figurados como jogos. É elemento indispensável a provocação emocional de disputa do time, que só ocorre quando há a obrigação de ganhar.

Para Lopes, por mais amistosos que o Atlético jogue até abril, na prática é como não se jogasse, só treinasse. Lopes usa o princípio clássico de Didi “Folha Seca”: “Treino é treino, jogo é jogo”.

Por tudo que está ocorrendo, o Delegado teme pelo futuro do Furacão nas competições nacionais. Aconselhou Petraglia a acabar com esse faz de conta de que, não jogando o Estadual, o time principal ganha força para jogar os nacionais. Não que veja essa opção como alternativa para ganhar o segundo turno do Estadual, mas para preparar o time emocionalmente para uma disputa de 3 pontos. Lopes pensa assim, quer assim, mas Petraglia não o deixa fazer assim.

Deixo claro, que nunca conversei o Delegado na vida. Mas para concluir que pensa assim não é preciso, basta adotar como referência as experiências que teve no futebol. Por que se pelo menos não pensar assim, não há causa para continuar no Caju.

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