Com um time de garotos bem criados, todos felizes, que pareciam estar voltando de férias da Disney, o Furacão, na Baixada, ganhou do Fluminense: 1×0, gol de Hernani. Foi além: entre os primeiros, continua sendo a única exceção ao poder central. É possível afirmar, que o Atlético é novo grande do futebol brasileiro. E para ganhar, nem foi preciso jogar bonito. Jogando bem porque voltou a jogar sério, atacando pela direita com um interessante Yago, forneceu bolas para Walter e Pablo criarem contra Cavalieri. Uma delas, em um espaço vazio pela esquerda, sobrou para Hernani, que lustrou a sua estrela, e chutou para marcar. No segundo tempo, o Furacão jogou com inteligência usando a velha convenção de atrair para atacar. E quase marcou com Walter e Sidcley.

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A questão é: como o Atlético consegue fazer uma campanha brilhante, intrometer-se e ficar entre os primeiros todos eles milionários, com um time sub-23, sem estrela e estrelismo? Começa a surgir uma explicação: Otávio, Hernani, Sidcley e Pablo tornaram-se experientes sofrendo decepções no Atlético. Agora, com Paulo Autuori, recebem lições certas e são protegidos contra resultados negativos que provocam reações de arquibacada.

A nova geração com Yago, Giovanny, Rosseto e outros vive com Autuori no CT do Caju. Bem resumido: no Atlético há um raro caso em que o pai é adotado. Walter foi o melhor em campo.

Virtudes

O ambiente de tensão, às vezes, quando não se pode mais errar projeta um aspecto positivo. A grande virtude do Coritiba para vencer, em Recife, o Santa Cruz, foi essa: entre os últimos porque os fracassos técnicos se incorporaram à sua rotina, entrou com a consciência de que não poderia errar. Ganhou com o gol de Kleber (1×0) um jogo no qual sobrou tanto que absorveu o pênalti perdido pelo Gladiador, e os dois milagres do goleiro Tiago Cardoso.

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Mas os coxas que sejam prudentes. O Coritiba não jogou nem mais e nem menos do que vinha jogando. Jogou a mesma coisa, só que agora, contra um fraco.