Fazer promessas é com o Atlético. Os seus dirigentes não têm nenhum constrangimento de mentirem. Para o “grande time” prometido nas eleições, agora, chega João Felipe, 27 anos, cujo núcleo do seu currículo foi jogar no Madureira.
A questão, ainda, não é saber se o jogador tem a qualidade prometida ou não. Pelo precedente recente, é de se presumir que não se trata de um jogador que estava à toa, que nem o pobre mercado carioca lhe deu atenção. A contratação de João Felipe soa mais como um deboche e um desprezo à torcida em razão das circunstâncias.
A defesa do Furacão é um buraco, uma das piores do campeonato. Falta-se qualidade técnica, cujo defeito aumenta com a concorrência do deficiente sistema de marcação. O mínimo que se esperava diante da necessidade atual (nem lembro mais das promessas) era que a diretoria em busca de reforços, diminuísse o risco de erro.
Há mais uma questão, que afasta o alento da torcida e cada vez mais a afasta da Baixada. A jogador das características como esse, prova, também, que o trabalho de base do clube é um fracasso, pois é incapaz de produzir um simples zagueiro. Quer dizer mais: o trabalho que Autuori veio para realizar, que é o de transição entre a base e o time principal, cai no vazio e transforma-se em academia de segunda classe.
Por enquanto está se protestando por falta de cuíca e tamborim.
Logo, logo, vai se protestar por falta de jogador.
Reforço
Um dia desses escrevi que a diretoria do Coritiba é pouco lúcida para tomar decisões em busca de soluções para o clube. Lembrei que passou cinco horas reunida para decidir que o treinador Gilson Kleina seria prestigiado “até a próxima derrota”. E a derrota veio no dia seguinte, aumentando a crise do clube. Se demitisse Kleina na reunião de 5 horas, a diretoria do presidente Rogério Bacellar teria se poupado e diminuído a crise.
Está na rede, agora, que o clube mandou um funcionário ao Corinthians, buscar as referências do plano de sócios, que dá ao “Timão” uma média de público de 30 mil torcedores por jogo. Para uma consciência sã, o Corinthians não serve de referência, porque tem a segunda maior torcida do Brasil, próximo de 20 milhões de torcedores.
Segundo, porque há anos, desde que voltou da segunda divisão, está competindo e ganhando títulos e jogando em uma Arena de Copa do Mundo. Hoje mesmo, é o líder do Brasileiro. O melhor plano para um clube, no caso, o Coritiba, tem que ser projetado através do interesse da sua torcida e não da torcida alheia.