O futebol é diferente de tudo.

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O erro integra a sua natureza. Às vezes não causa maiores estragos, porque existe, em paralelo, uma verdade mais forte: a vitória. A vitória tem uma repercussão tão grande no sentimento do torcedor, que é capaz, em uma madrugada bem dormida, remeter todos os erros ao esquecimento.

Mas se o erro é um elemento componente do futebol, o seu risco de ocorrência pode ser graduado para menos. Basta ter critério centrado no equilíbrio de pesquisa e projeção futura.

Bem por isso, não acredito em “pacote de contratações”. Se há risco em uma, imagine, em massa.

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O Coritiba anunciou o seu “pacote”. Renovou com a maioria dos atuais jogadores, e trouxe o balé da L. A. Sports, do Avaí. Não sei se o critério de renovar com a maioria dos campeões foi técnica. Se for, não há que se negar um certo compromisso paternal. O balé catarinense foi base do Avaí, que quase foi rebaixado para a Segunda Divisão.

É possível formar um time de primeira com jogadores que serviram à Segunda Divisão, completados por outros que quase foram rebaixados? Do balé da L. A., o lateral Eltinho é jogador de primeira.
Da dos campeões, os dois mais importantes taticamente foram embora: Enrico e Léo Gago.

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Não se pode esquecer que Pereira, Jeci, Marcos Aurélio e Edson Bastos estavam no time rebaixado em 2009.