Em Maringá, Atlético 2 x Coritiba, 0.
Na virada do tempo, o Atletiba era de chorar. Quando a bola não batia na canela, era furada. Não se tinha notícia histórica de um clássico pior: cheio de tédio, era triste. Nada como quinze minutos no vestiário. Não precisou mais do que esse tempo para o treinador Leandro Ávila, dar ao Furacão a consciência de que o jogo era em velocidade e pela direita, em cima de Carlinhos, Chico e Luccas Claro. E jogando assim, pela direita e em velocidade, foi fazendo logo o primeiro gol com Marcos Guilherme. E continuando assim, pela direita e em velocidade, foi fazendo o segundo, com Luccas Claro jogando contra o próprio gol. E, depois com a retenção da bola, colocou os coxas à míngua, dando-lhes mais uma noite de agonia.
Foi formidável o segundo tempo do Atlético. Não me lembro de ter visto esse ano jogar o que jogou.
Centrando o jogo veloz com Sueliton pelo lado direito, e com o brilhante Marcos Guilherme pelo meio, desmanchou de vez a defesa do Coritiba, que já estava fragilizada com o avanço de Carlinhos e do protetor Chico. O excelente Luccas Claro foi vítima desse desarranjo: quando chegava para cobrir, a bola já estava batendo no seu corpo, tornando inevitável o gol contra. Os gols rubro-negros passaram a ser consequência natural da superioridade do Furacão, tão ostensiva, que em nenhum momento deu chance para o Coxa reagir.
O Atlético ganha folego matemático e apoio psicológico, porque venceu o Atletiba. Mas é preciso não rasgar a lição principal: ganhar deste Coritiba de Roth não é preciso muito. Bastam 45 minutos.
Marcos Guilherme foi o melhor em campo.
O seu jogo no segundo tempo escancarou toda a fragilidade do time coxa. E foi ele quem decidiu.
De primeira
O Atlético teve dois Washington: o baiano de 1982 e o Washington “Coração Valente”. O “meu Washington”, o mais grandioso, morreu ontem. Amanhã eu escrevo sobre ele.