A vitória é a única verdade do futebol, é o princípio que se tornou absoluto, desde que o futebol passou a ser um negócio. Mas o futebol mudou tanto, que é possível pregar uma outra verdade, talvez mais forte do que a vitória: a derrota. Há momentos em que perder, nesse futebol selvagem, gera o desconforto, torna inevitável a sensação do fim. Ao contrário, a vitória pode até criar uma ilusão, mas para isolar como verdade é necessário que não seja eventual.

continua após a publicidade

No caso de Atlético e Coritiba, nesta rodada, a derrota como verdade deixa de ser abstrata, ou simples argumento de tese.

A vitória para o Atlético, nesse jogo da Baixada sobre o Grêmio, seria importante para abrir um pouco o cerco que lhe faz o rebaixamento. Só que não irá resolver a sua vida, porque depois terá que ganhar outra, outra e outras. A derrota vai lhe podar o sentimento de esperança, principalmente, porque depois vai jogar no Couto, contra o Coritiba.

O Coritiba só é diferente em razão dos números. Uma derrota no Maracanã, para o Fluminense, terá que ser administrada, muito mais como problema de administração, que problema técnico. Quando um time não ganha há 30 dias, não há como limitar os motivos só no campo.

continua após a publicidade

***

A semana foi de reuniões no Coritiba. Ostensivas, públicas e no centro do gramado. Quando a foto do jornal mostra o dirigente e o treinador reunidos com os jogadores, é sinal de que existe um fato a ser combatido. Talvez em boa hora, venha esse jogo com o Fluminense: o Maracanã neutraliza o ambiente, e o Fluminense joga em crise. Cuca joga outra vez o seu emprego. A dúvida dos coxas é saber se Paraíba voltará a jogar ou não.

continua após a publicidade

Jogar no sentido de ajudar Keirrison, porque João Henrique é muito fraco para a função.

***

Na Arena, o Atlético deve ter um objetivo: não perder. Conseguindo controlar o Grêmio, ficará mais próximo de uma vitória, que somará muito mais do que 3 pontos. A vitória, neste caso, marcará uma solução emocional para quem já perdeu tanto.

A saída de Fernando deve influenciar. Não só porque implica na perda de um bom jogador, como no retorno do previsível Alan Bahia. Mas o Furacão anda precisando de tanta coisa neste campeonato, que nada que a superação compense a ausência de um jogador.