À noite, quase de madrugada, depois dos excessos de erros que lhe puxaram para sexto lugar, o Atlético joga na Baixada contra o São Paulo, que o saudoso Sandro Moreyra diria um freguês de caderno.
Eis um jogo para o atleticano ver com otimismo. Pode ser contraditório, mas não é: é quase certo de que a consciência dos limites foi devolvida ao Furacão. Jogando com passos calculados como fez contra Inter e Galo, tecnicamente melhores que o São Paulo, é razoável esperar pelo jogo certo com tendência de vitória. A volta do excelente Weverton ao gol repercute por inteiro time, porque ele é a fonte de segurança. O que Milton Mendes não pode é errar duas vezes como errou em Campinas: escalar Ytalo, e não o escalando, não ter a velocidade de Douglas Coutinho.
Um bom jogo para recuperar os pontos e o lugar. É verdade que vencer o São Paulo nos dias atuais não existe fato extraordinário. E, ainda, mais, jogando na Baixada. Mas é verdade, também, que vencer o São Paulo em qualquer circunstância acalma os nervos e sossega a alma. Tudo isso, por 50 e 100 reais, num rompante surpreendente de bom senso do dono do clube.
Reação
No mínimo é inusitada a situação do Coritiba: terá que provar a sua evolução, jogando contra o Atlético Mineiro, o melhor time do campeonato, em Belo Horizonte, no Estádio Independência, onde quase ninguém ganha. É o recibo passado pelos seus péssimos antecedentes neste campeonato: ter que provar que melhorou, em um jogo, que por lógica a derrota seria absolutamente natural.
Anjos
Não sei se ao afirmar que “a Seleção Brasileira virou um balcão de negócios”, Zico quis se referir à seleção ou especificamente a Rinaldi e Dunga. Nunca se atribuiu qualquer desvio de Scolari porque sempre foi treinador. Rinaldi e Dunga não conseguem dissociar a figura de empresários que foram em um dado momento da vida.
Otimismo
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