Os paraguaios

Entre as mais belas canções, uma é de dois paraguaios: Índia, de Guerrer e Flores. Nobre, é uma manifestação cultural tão pura em forma de guarânia que deveria ser proibida a sua versão. Quem de nós, pelo menos uma vez na vida, não arranhou o seu mais belo verso em tupi-guarani: “Índia bella mezcla de diosa y pantera doncella desnuda que habita el Guaira arisco romanso curvo sus caderas, copiando un recodo de azul Parana”. Tocada na harpa, tem que se ajoelhar para ouvi-la.
Nós brasileiros somos maldosos com os paraguaios. Ignoramos os seus valores para tratá-los com ironia. Ao invés de Índia, lembramo-nos dos seus produtos vendidos na fronteira e dos seus cavalos, que arrancam com três corpos na saída, mas nunca chegam.

Por que colocamos os paraguaios na esteira da dúvida?

Vejam só o que está acontecendo com o Coritiba. Trouxe três deles, apenas por ver em vídeo, sem vê-los jogar – um ou outro há tempo sem jogar. Se não há referência para trazer um paraguaio, imaginem três ao mesmo tempo. O Paraguai nunca produziu grandes jogadores em ciclos. Depois de Romerito, do Fluminense, a exceção foi a geração de extraordinários constituída por Chilavert, Arce, Gamarra, Ayala e Cardozo. E só tiveram consagração mundial porque tiveram o comando de Paulo César Carpegiani no mundial de 1998, na França. Eliminados pela França na prorrogação, porque Gamarra – com o ombro direito deslocado – não pode subir com Blanc no “gol de ouro”, saíram consagrados. Quer dizer: a única geração de jogadores, em ciclo, do Paraguai, foi limitada a cinco. Agora, o Coritiba traz três de uma vez só.

Essa fase paraguaia do Coritiba vai fazer história.

Solução

Se todos os assessores fossem iguais a Ricardo MacDonald, muitos problemas que surgem para o prefeito Gustavo Fruet resolver seriam evitados. Bastou o bom senso de MacDonald, para que fosse encaminhada a solução para a transferência das cotas de potencial construtivo do Atlético para o Estado do Paraná. Solução para todos sem alterar os contratos históricos: para o Atlético que resolve pendências com a Fomento, para o Estado que tem a garantia futura, e para o Município, que afastando de sua posse as cotas, pode criar outras e colocar no mercado.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google