Não sei se os tempos são outros. Talvez seja, porque depois da tragédia de Erechim (sempre haverá Erechim) os sentimentos se entregaram à espera até do impossível. Mas agora, nesse momento, sou pego de surpresa pela nostalgia. E aí, provocando lembranças, quero dizer aos atleticanos que não há motivo para pessimismo. Os times são iguais e os números foram zerados.

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Pergunto: quem temer no time dos coxas? Kléber? Não sei, talvez muito mais pela identidade de “Gladiador”, que lhe dá muito mais conteúdo do que as suas virtudes de jogador. É verdade que despejou gols a granel no campeonato. Mas vejam contra quem: Cascavel, PSTC, Operário e outros pobrezinhos do interior. Já entendo que os coxas tem que temer mais a Walter do que os atleticanos a Kléber. Walter é mais jogador e anda com o orgulho sagrando. Craque, assim, torna-se perigoso.

A minha geração é que era maltratada pela angústia da espera de Atletiba. Sabe o que era uma semana esperando enfrentar Oberdã, Claudio Marques, Hidalgo, Zé Roberto, Krüger, Abatiá, Leocádio, Hermes e outros? Até os outros eram de tirar o sono. Quando inferiores, ganhavam, como o título de 1972, quando a bola provocou uma das maiores injustiças, deixando sem título um dos maiores times do Furacão de todos os tempos – de Picasso; Claudio Deodato, Di, Alfredo e Júlio; Sergio Lopes, Valtinho e Sicupira; Buião, Ademir Rodrigues e Nílson. Foi assim, até que vieram Capitão, Washington e Assis. Nunca mais foi assim.

Domingo, como diria o pensador romano Cícero “cada qual com seu igual”.

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Investimento

Um dos segmentos mais onerosos do futebol é o da categoria de base. O investimento torna-se às vezes oneroso demais em razão do retorno. Veja só o caso de Atlético e Coritiba. No Furacão, há uma geração incompleta e sem perspectiva. Só Otavio anda sobrando. No Coritiba não é diferente. À exceção do excelente zagueiro Juninho, não existe nenhuma certeza. E esse estado não muda muito nos grandes centros. Acabou definitivamente a época de safra ou ciclo. É um ou outro.

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De primeira

A propósito de ser melhor, tenho uma dúvida a me consumir: qual a razão da excelente Janaína Castilho não ser a repórter esportiva titular da RPC? A regra não seria do melhor ser titular?