Um centenário de vida é bem mais do que cem anos. É que esse tempo não se esgota em uma simples contagem matemática. Para se alcançá-lo é preciso percorrer léguas, uma distância sem fim, sem intervalos, materializar ideais, provocar sentimentos estranhos, atraindo-os como seguidores. Precisa de vitórias sem aliená-las, precisa entender a derrota como elemento de vida. É, ai, então que um centenário mais do que cem anos, é a própria eternidade.

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Hoje, os coxas, fazem cem anos de vida.

A sua grandeza pode ser contada pelo histórico de conquistas, mas não deve nele ser encerrada. Seria pouca coisa, porque vitórias são escritas, conquistas são marcadas por fotos que amarelam, por taças que se ofuscam, vida forjada em números e imagens, que acaba sendo matéria.

Para ter a exata dimensão dessa grandeza, é preciso investigar o ponto de vista de quem com ele divide um pedaço de terra. É que tamanho da grandeza de alguém está no respeito que os contrários tem por ele.

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Hoje, os coxas, fazem cem anos de vida.

Quero dedicar esse respeito buscando um resumo dessa grandeza. E aí eu sinto, que se meu coração tivesse tomado outro rumo, o que felizmente não ocorreu, meu ídolo seria Dirceu Kruger. E o meu time que vi jogar em um pedaço desse século seria Rafael Camarota, Hermes, Oberdã, Gomes e Nilo; Hidalgo, Tobi e Alex; Lela, Kruger e Zé Roberto.

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Jogos

Quanto mais vejo esse Atlético jogar, mais me encanto com o treinador Antonio Lopes. Impressiona-me a influência que exerce sobre o jogador, ao ponto de parecer que seu time foi criado em um programa de computador.

O empate a um gol no Beiro Rio pode ter sido justo para Atlético e Internacional, mas não o foi para Lopes. No primeiro tempo, fez o time aceitar o domínio, porque sabia que a bola seria cruzada para uma área que tem Manoel, Ronaldo e Nei. Evitando sofrer gols, fez o Atlético avançar no segundo tempo, em especial quando entrou Marcinho.

Por aqui, o Coritiba teve uma imprudência histórica: perdeu o jogo que não poderia perder em razão da época de festas. E perdeu para o primário Barueri (2×1) da pior forma possível, no último minuto.

A frustração só não foi maior porque um ano se dilui em cem, e uma derrota é isolada em meio a conquistas. Mas o Coritiba do G9 agiu esse ano como se tivesse iniciando a vida do clube. Uma vergonha.