Pela Segundona do Brasileiro, em Pelotas, Brasil 0x2 Coritiba.
Um time jogar bem, pelo nível dessa Segundona, é impossível. Mas se em uma eventualidade consegue ir além desse limite, então, o Coxa conseguiu alcançá-lo, em Pelotas. Não me lembro que tenha ganho um jogo importante nesse campeonato, sem passar por riscos, sofrimentos e traumas.
Surpreendendo, teve equilíbrio. Como se fosse a natureza do futebol que joga, foi impositivo. Marcou com Kelvin no primeiro tempo – e daí veio o seu brilhantismo no jogo. No segundo, ao invés de se fechar, pressionou, ocupou espaços, marcou o segundo gol com Igor Jesus, perdeu outro com Kelvin, e deu notícia de sua tradição.
O futebol tem contradições inexplicáveis.
Os coxas fizeram o seu melhor jogo nesse campeonato, sem o seu artilheiro Rodrigão. Como pode a ausência do goleador fazer bem ao time?
O significado da vitória em Pelotas não se limita aos três pontos. Amplia-se para dispensar, em definitivo, a dependência do time coxa de resultados dos seus concorrentes, como vinha ocorrendo. Agora, contra o Oeste e contra Bragantino, no Couto, o Coritiba deve voltar ao Brasileirão.
O retorno ao Brasileiro que era esperado pela tradição, agora é imposto pelo obrigação. Dependendo apenas de si e jogando em casa, nem o tempo irá perdoar um fracasso.
Kelvin, uma espécie de Cirino dos coxas, foi o melhor em campo.
Sem futuro
O jovem Eduardo Barros, que foi improvisado como treinador do Athlético até o final do campeonato, afirmou que o sistema de jogo que adotou para o time tem influência de Fernando Diniz. Quer dizer: o trabalho de Tiago Nunes não passa pelo histórico de Barros.
O rapaz não tem futuro. O fato que afirmou é próprio de quem não tem personalidade.
De primeira
A torcida do Paraná que me perdoe. O jogo de ontem só terá algum valor se ocorrer uma vitória sobre o Atlético-GO. Ocorrendo, escreverei um tratado.
