Para quem se apresentou como favorito ao título, e não ganha há quatro jogos, o empate (1×1) em Londrina, soa para o Furacão como mais um fracasso. Agora, são cinco jogos sem vitória.

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A incapacidade de gerir o futebol pegou o Atlético como uma praga. A demissão de Cristóvão Borges deveria ser apenas parte de uma reformulação no CT do Caju. Não adianta vir um novo técnico mantendo-se Paulo Carneiro na linha de frente do futebol. Sem qualificação profissional, ligado a empresários, e aproveitando-se da confiança de Petraglia, Carneiro se aproveita para fazer negócios que não são bons para o Furacão.

Um dia desses escrevi que o Coritiba iniciava a sua fase de “paraguaios”. Pois, escrevo que o Atlético inicia a sua dos “catarinenses” Tiago Heleno, Anderson Lopes e André Lima, todos sem recursos para compor o grande time prometido.
O resultado desse estado é o que se viu em Londrina: um time sem organização, apequenado, fazendo o gol com Vinícius como se fosse a última esperança. Mais grave: um Walter enfraquecido pelo péssimo preparo, e o goleiro Weverton à beira de um ataque de nervos. O molde do Furacão é o mesmo dos anos recentes, sempre mal acabado. Petraglia continua com a razão: “Nós, aqui, não sabemos fazer futebol”.

Relevância

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Bem antes do primeiro gol de Juan, já era possível dar relevância às duas questões do clássico do Couto: o Coritiba jogava sério, e o Paraná parecia com um pouco de soberba. A goleada de 3×0 não deve ser analisada como uma surpresa. Não tanto pelo que o Coritiba jogou, mas pelo que o Tricolor deixou de jogar. E essa questão acabou sendo a mais relevante do jogo: o time de Claudinei Oliveira chegou ao limite. A superação já não é mais suficiente para amparar as deficiências individuais, em especial no meio dependente do omisso Nadson e do já cansado Válber.