O Atlético, em crise, precisa de tranqüilidade. Certo? Absolutamente errado. O Atlético precisa é de tensão, desgosto e tumulto, de acordo com Mário Celso Petraglia: no pique da crise, contratou Antônio Lopes para treinador, colocando fogo no circo. Desculpe, no Atlético.

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A análise da contratação de Lopes não pode ser resumida e encerrada no aspecto profissional. Se é bom ou mau técnico, se é a solução ou não para os problemas atleticanos, pode até vir a ser relevante, mas não sobrepõe o aspecto imediato: quando o Atlético precisa de paz pela solidariedade, Petraglia traz uma espécie de ?inimigo público? do torcedor atleticano.

É forte na sua memória o comportamento censurável de Antônio Lopes no Estadual como técnico do Coritiba. Extrapolando o profissionalismo, agiu ora como dirigente, ora como torcedor dos coxas. Comandou uma campanha ostensiva e doentia contra o Atlético, acusando a arbitragem de favorecê-lo para ganhar o título.

Existem certas situações éticas no sentido de respeito, que devemos adotar na vida. No caso, o próprio Lopes, que eu imaginava ter bom senso, deveria se declarar impedido para aceitar o convite, porque se não existia o impedimento legal, existe o moral em razão das recentes circunstâncias que ele criou. O ato de Mário Celso não tem apenas aparência de provocação. É uma provocação. É a exposição do querer mostrar que é o dono do Atlético. Faz e desfaz, quando e como quer.

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Com a torcida foi assim. Proibiu manifestações orquestradas e publicamente prometeu até a sua morte. Resta saber se não terá que engolir Lopes, como está engolindo a seco o pandeiro e o tamborim.

Deus queira que não, para que o Atlético não seja, também, sufocado.

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Só nos resta orar, é a última esperança acenada pelo juiz de Direito dr. Fábio Muniz.