Como se fosse um menino travesso, saído do castigo, Weverton está sendo anunciado no gol do Atlético, em Brasília, contra o Cruzeiro. O fato fragiliza e aumenta o descrédito do treinador Ángel Portugal. Definitivamente é pau mandado. Não tinha motivo técnico e nem disciplinar para tirar Weverton, como não tem agora para tirar o jovem Santos. É esse tipo de tratamento que provoca insegurança, pois a ocorrência de um fato é associada ao resultado. A volta de Weverton prova que o time está sendo escalado na Getúlio Vargas.

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O jogo de Brasília é bom para o Atlético.

O Mané Garrincha é neutro e o Cruzeiro estará desfigurado pelo cansaço de Assunção e pelos reservas. Em tese, pode ser ambientado como foi o jogo com o Grêmio, em Florianópolis. Os gaúchos se poupando, com reservas sem qualidade, autorizando o Furacão a vencer.

Mosquito deveria ser o titular. Entrando no início se ganha mais tempo com a sua inteligência e colocação, não resumindo a jogo de velocidade que limita Ederson.

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Riscos

O Coritiba, ainda, não ganhou no Brasileiro. Indo adiante: sequer fez o gol. E a sua nova esperança atende pelo nome de Jajá. E, hoje, joga no Morumbi contra um São Paulo cheio de tumulto, que o seu jogador mais caro, Ganso, foi para a reserva.

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A falta de vitórias influi no rendimento de qualquer time, pois se joga com a obrigação de vencer. Uma derrota, que estaria no campo da lógica no Morumbi, pode criar uma obrigação futura que no aspecto técnico esse time de Roth não tem condições de carregar. Administrar ao mesmo tempo deficiência técnica e psicológica, é um fardo pesado para o treinador gaúcho.