Já vamos para a metade de setembro, e logo é eleição para a presidência do Atlético. Há conversas de que haverá uma oposição forte. Seria uma boa coisa para o Furacão, independente de resultado, para sair dessa reclusão que o levou a um estado quase absoluto de inércia. Mas oposição sem nomes, de incursões anônimas é oposição sem cara.
O que é bom pro Atlético?
A primeira idéia é que Mário Celso Petraglia seria o homem certo, porque só ele teria a ponta do fio do novelo que está asfixiando o clube com as dividas da construção da Baixada.
Pois essa idéia deixou de ser absoluta a partir do momento em que ele não teve o poder de convencimento do poder público do que é justo na divisão da conta. A falta de poder aqui tem sinônimo, também, de falta de credibilidade.
E se tornou uma idéia temerária quando submeteu a torcida ao constrangimento de ver o clube sem luz por falta de pagamento da conta. Se Petraglia deve continuar por esses motivos, mas se ele não consegue sequer ser recebido pelos governantes para negociar, torna-se um candidato comum.
Mas se não for Petraglia, quem pode ser?
Resta saber se Petraglia quer continuar, mas como candidato de exclusão.
Solução final
A solução da crise técnica não resolve a crise moral. O Coritiba não ficará em paz enquanto não resolver o caso dos “200 mil”. Dizem que resolverá hoje. Não é certo, pois a solução como ela deve ser dada não é do interesse direto do presidente do seu Conselho, Pier Pietruziello. A solução é o afastamento de André Macias, que para fugir da censura ética usou o artificio da licença. Quem deixa temporariamente um cargo para o qual foi eleito tem o direito de reivindicá-lo quando bem entender.
Fato novo
Há um fato novo que torna ainda mais relevante essa decisão. A CPI do Romário convocou o senhor Gomyde, cuja campanha teria absorvido os “200 mil”. Gomyde já disse e irá confirmar, e no que todos devem acreditar, que por ele não passou um único centavo. O destino do dinheiro a essa altura é irrelevante. O que tem que ser analisado é o ato de ir ao caixa como se o Coritiba fosse a “casa da Mãe Joana”, seguido dos artifícios de indução a erro para justificar o destino do dinheiro. O Coritiba precisa com urgência de dar uma solução a esse caso.
