Oportunismo

Sempre que tem oportunidade, Mário Celso Petraglia, o senhor do Atlético, aparece para sugerir torcida única nos estádios de futebol. Porque em São Paulo, de um encontro de gangues de Palmeiras e Corinthians resultou uma morte, o doutor acionou as redes sociais para pedir torcida única. Foi um verdadeiro culto ao oportunismo – porque, diante da dificuldade, viu a possibilidade de fazer prevalecer por aqui uma opinião isolada. Se não fosse essa a sua intenção, exerceria o seu poder no âmbito do Atlético para afastar as torcidas organizadas. Não só não as afasta como as recepciona como um colaborador direto ou indireto, em especial em época de eleições.

O Atlético teria formalizado um pedido de investigação policial para punir os torcedores (todos sócios) que, em emboscada, ameaçaram os jogadores? A adoção de torcida única nos jogos em São Paulo, sem base jurídica ou social, é para disfarçar a incapacidade do agente estatal em combater o pretexto do futebol, para a prática da violência urbana.
Há tempo não ocorrem violências e tumultos dentro ou próximo dos estádios em Curitiba, em razão da excelência da prevenção policial. Os últimos Atletibas, no Couto e na Baixada, foram uma festa nas arquibancadas e na cidade. Um conflito entre gangues vestidas de vermelho e preto e verde e branco, no terminal de Santa Cândida depois de um jogo, pode ocorrer com torcida única.

Petraglia deveria voltar às suas redes sociais para explicar melhor o erro das contratações de Pará, Léo, Anderson Lopes e André Lima. E também prestar contas à torcida do que o Atlético está faturando com o evento do UFC, fato obrigatório depois que seu operador de marketing Mauro Holzmann afirmou que o que está entrando (em dinheiro) “é um absurdo”.
Felizmente, fora da Baixada ninguém ouve o doutor atleticano.

De primeira

Não obstante de imprimir efeito suspensivo aos embargos do Atlético contra a execução da Paraná Fomento, o doutor Guilherme de Paula Rezende, juiz da 4ª Vara da Fazenda Pública, mandou avaliar a Baixada. No momento, é mera formalidade processual. A pergunta é: quanto vale a Baixada? A resposta será dada por Saul Treglia Júnior, 1º avaliador judicial.

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