O Atlético terá que se salvar do rebaixamento com o que tem. O prazo se esgotou e os reforços não vieram. E o que tem provocado sustos. O argumento é a falta de dinheiro. Seria razoável se não fosse a contradição: ao mesmo tempo que nega contratações em razão da carência financeira, o Atlético gasta com seus funcionários Tatiana Ribeiro (Comunicação) e Mauro Holzmann (Marketing) valores próximos de 100 mil reais. Talvez à exceção de Marcelo, nenhum outro jogador recebe a remuneração que esses funcionários ganham por mês. O custo-beneficio desses dois operadores torna-se extremamente oneroso em razão da apontada contradição. O fato é a prova do que há tempo escrevo: o futebol no Atlético se tornou um segmento acessório do principal, que são negócios em que a bola é um elemento estranho.
E, assim, com contradições como essa, tem-se a motivação do fato do Furacão estar, agora, lutando para não ser rebaixado.
Resposta
A partir de hoje, e toda sexta-feira, irei responder pelo menos uma mensagem de um leitor. Giovanni Dallagnol, torcedor do Atlético, tem uma dúvida: “Por que no texto de hoje cita que assim como o time, o técnico Claudinei Oliveira é ruim, se a menos de sessenta dias atrás em uma coluna que abrangia o Paraná Clube, disse que o achava brilhante?”.
Pergunta inteligente. Respondo: para ser brilhante no Paraná basta ser um técnico comum. No Atlético, onde tudo é superdimensionado em razão da sua grandeza, não basta ser comum. Aliás, a ida de Claudinei para o Furacão foi bem definida pelo agente Miguel Calluf: foi ruim para o Paraná, ruim para o Atlético e ruim para Claudinei.
Cartas para a redação.