Opções

A exclusão de Dagoberto pelo cartão amarelo provoca os teóricos na condução de idéias para Levir montar o time contra o Santos. Já escrevi que teorizar sobre tática quando pouco se sabe ou mesmo que souber, é ser oportunista. É que uma coisa é decidir com o erro do lado e a responsabilidade do acerto; a outra é decidir a partir de uma teoria, em que o risco não é acompanhado da responsabilidade por um equívoco.

Por isso, a decisão do treinador tem que ser respeitada, mesmo que na prática provoque frustração. É diferente de analisar as opções do treinador, podendo aí individualizar uma idéia. Confesso a minha: Dennys não é opção correta. O menino Edivaldo é melhor por ser mais jogador no aspecto individual, incluindo o raciocínio que é fundamental para as exigências do contra-ataque em um jogo como este contra o Santos. Mas entre as opções que Levir incentiva, e pela qual parece decidido, é Fernandinho no meio com Raulen pela lateral. Seja qual for, o Atlético terá que jogar agrupado no meio, porque a bola para o gol do Santos sempre sai de Ricardinho.

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Um dia desses, o Atlético, por nota oficial, negou como “especulação” a saída de Dagoberto. No entanto, o grandalhão Marcel afirma que seu procurador, Mário Henrique, está negociando a sua volta ao futebol brasileiro e para o Atlético. Mário Henrique, coincidência ou não, é procurador de Dagoberto. Quem leva é o mesmo que traz.

Só que se leva o espetacular Dagoberto e se pretende trazer um jogador pesado, de futebol rústico e que foi produto só de empresários. Dagoberto é produto só do trabalho e do seu talento.

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