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Estava com meus amigos da 1 da tarde na Boca, quando um deles, o PH, Paulo Henrique, disse em tom escandalosamente sério: para o Atletiba, entre o Rafael Moura e o Pedro Oldoni, prefiro o Pedro Oldoni.

Quase caí do banquinho. Não há quem possa ficar em equilíbrio, por maior que seja a base de apoio, quando se procura uma solução para os gols rubro-negros, no único clássico que restou no futebol paranaense.

E aí, todos nós ficamos rastejando à procura da melhor solução: Rafael Moura ou Pedro Oldoni?

Gabardinho, colocado no Ivan Pereira, o rei da roda, gritou: lembram do Cabral? Era igual aos dois!

Corria ano de 1977 e era véspera de um Atletiba, que decidia o turno do Campeonato Paranaense. O diretor de futebol do Atlético, o dr. Canoco, foi ao presidente e disse: “Aníbal (Khoury), tem um centroavante no Olaria, de nome Cabral, que dizem que ser um tanque”. Aníbal, que já havia aprendido tudo sobre tanques e de qualquer natureza, coçou a barriga e disse: mande vir.

E o Atlético no Couto Pereira, lotado por 60 mil pessoas, em uma quarta-feira à noite, sob uma temperatura de 5 graus: 1 a 0, gol de Cabral na prorrogação. Ah! Cabral, Cabral, onde anda você?

Favorito

O Coritiba não é o favorito para este Atletiba porque os números lhe recomendam e porque joga em casa com a sua torcida. Qualquer um que jogue em casa contra o Atlético será o favorito.

Ocorre que a referência dos números precisa ser analisada com as circunstâncias do momento. Dos últimos cinco jogos, o Coritiba ganhou apenas do Fluminense. E nem se considere a fraqueza do adversário e os erros do árbitro.

O que eu quero dizer é que os números se tornam uma referência sob risco. A teoria a ser adotada para o favoritismo tem que ser convencional, que é centrada na influência de campo e torcida. Convenção, aliás, que não anda sendo respeitada nesse futebol equilibrado pela força.

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