O Atlético foi breve e áspero. Ao fim dos seus principais ataques, instigados por uma bela obsessão, fez gols em Fortaleza. Ontem, com Dênis Marques, Marcos Aurélio, Ferreira e Válber foi poderoso quando saiu pela velocidade, e fatal quando teve que ter técnica para concluir dentro da área. A vitória, 4×3, passou por duas viradas, e os três pontos têm o significado do sossego, que nunca teve neste campeonato.
Mas o Atlético não foi brilhante só no aspecto técnico. Foi inteligente ao associar o desgaste ao modo de jogar. Outra vez, ao invés de usar a força na marcação para ganhar a bola, jogou com cadência, tornando ainda mais importante o jogo de Dênis, Ferreira e Marcos Aurélio, que deram o comando do jogo e dos números do resultado.
Bem que o começo não foi fácil. A ausência de Marcelo Silva esvazia as funções de marcar e cobrir, principalmente quando se enfrenta um time que só tem velocidade. Alan Bahia era fraco, e Cristian ficava perdido. Mas quando busca o seu refúgio para compensar a defesa frágil, no atacar a solução, agora é encontrada.
Normalidade
Dirão: o Paraná perdeu para os reservas do Flamengo em Vila Capanema. Alguém, talvez dirá, também: o Paraná já não é o mesmo. Perder para um time carioca com seus reservas não é diferente de perder para esse mesmo time com supostos titulares. Os cariocas se equivalem. E o Flamengo, principalmente, cujos recursos são quase todos buscados nas categorias inferiores.
E nem perder na Vila Capanema significa que o Paraná já não é o mesmo. Tanto que é, que a derrota no aspecto de competição não compromete o seu objetivo. O que precisa ter consciência ao fazer a análise dos jogos do Paraná, é que ele tem os seus limites, estando longe de ser invencível.
O erro para a derrota de ontem esteve mais no campo subjetivo. Faltou humildade, pois se afastando das suas características de marcar para tomar a bola, quis, além de melhor, ser maior que o Flamengo. Ainda não são possíveis as duas coisas ao mesmo tempo para o Tricolor.
Solução
Hoje teremos mais um dia de crise no Coritiba. A última tentativa de salvar a primeira divisão está na troca de técnico, independente de Bonamigo ser culpado ou não.