O Atlético joga hoje contra o Corinthians, no Pacaembu, pela Copa do Brasil, com a vantagem do empate. Pode parecer um benefício pequeno diante da aura que domina o Timão, mas não é. Se antigamente o empate era uma vantagem absorvida com singeleza pelo time mais tradicional, o futebol de força, de marcação, e em especial de alternativas táticas, passou a ser mais significativo. Em razão dessa verdade, com o beneficio do empate, em um jogo em condições normais, não há como se afastar a obrigação do Atlético em se classificar.
Um jogo é diferente do outro, é verdade. Mas deve ser verdade, também, que a referência que se deve adotar para o jogo a ser jogado, é aquele que já foi. São os mesmos times, os mesmos jogadores, os mesmos técnicos, mudando o ambiente, que pode ser controlado, de acordo com o time que o enfrenta.
No jogo da Baixada, o Atlético foi superior ao Corinthians enquanto dependeu do time corretamente escalado por pressão da torcida. E sem Netinho, Júlio César, Alberto e Zé Antônio, foi possível Geninho projetar um outro Atlético, que depois se desmanchou com a intervenção contrária de Mano Menezes.
Por coerência, como existe a obrigação de classificação em razão do benefício do empate, será absolutamente natural a eliminação. Coerência em razão da referência, agora não em razão de números, mas de equilíbrio
Em um jogo em circunstâncias normais, o Atlético pode sair classificado do Pacaembu. E não será surpresa. A não ser que tenha se tapado o sol com a peneira.
Discurso
Quero que os coxas compreendam.
O Coritiba ganhou o Atletiba e goleou o CSA, em Maceió, porque entre tantos motivos, o principal foi a intervenção na organização do time de Édison Borges e Dirceu Krüger.
Uma semana depois, o Coritiba passou a ser projetado pelas ideias de René Simões, o novo treinador. Resultado: em casa, sequer conseguiu ganhar do Nacional de Rolândia, mostrando inúmeros equívocos de ordem técnica.
Talvez seja questão de tempo. Mas a classificação em cima do CSA não seria tapar o sol com a peneira?