Um dia desses, o presidente Samir Namur afirmou que “o Coritiba estava apenas a dois pontos” do quarto colocado. Agora já não são dois pontos, são quatro. Se apenas a diferença matemática de pontos fosse a questão, a situação não deveria provocar angústia nos coxas.
A questão está se transformando em um problema. Ocorre que já faz tempo que o Coritiba não alcança a zona de classificação. Não deve mais se considerar a diferença matemática, pois um ponto ou quatro pontos têm a mesma consequência. O problema é a tendência de ficar fora. E mais grave: passar um tempo sem ganhar, e sempre transferindo a solução para o próximo jogo.
Hoje à noite o Coritiba joga em Criciúma.
Joga com a obrigação de ganhar. Porque precisa, e porque o adversário é fraco. São elementos que podem fragilizar ainda mais o time comandado pelo professor Tcheco. Às vezes não se pode impor a obrigação de ganhar. O Coritiba, antes de derrotar o Criciúma, tem que derrotar alguns fantasmas que ele vem criando desde que resolveu eleger Samir e Baggio para o comando.
Controvérsia
Não discuto mais o sistema de biometria que o Atlético adotou para ter acesso aos jogos da Baixada. Já escrevi que o seu regulamento restringe o direito de uso do sócio, tornando-se abusivo. Mas boa parte dos sócios, ao invés de buscar o seu direito na Justiça, preferiu o caminho da omissão ou da desistência de associação.
A questão, agora, são as falhas técnicas do sistema. Recusando a digital, o que vem se tornando uma regra, obriga o torcedor buscar a conferência e a autorização com um fiscal do clube. O resultado são as longas filas que se formam e que retardam o ingresso do torcedor. Contra o Flamengo, entrar na Baixada foi um drama para alguns, um trauma para a maioria.
Será que o doutor Deliberador, da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, não pode agir de ofício, como agiu quando facultou aos clubes a adoção do sistema de torcida única? Interessante que quando interessa para os clubes (para o Atlético, em especial), a Promotoria age, e quando interessa para o consumidor silencia. Essa é a hipótese escancarada da aplicação em desequilíbrio da lei.
Cálculos
Para ter esperanças de permanecer na primeira divisão, o Paraná terá que vencer 10 dos 19 jogos que fará no returno. E ainda terá que somar alguns pontos excepcionais, que são aqueles que chegam sem esperar. Houve um tempo que se dizia: matematicamente, ainda dá.