O reconhecimento da grandeza de um clube não está apenas na exaltação de seu sucesso técnico. No futebol atual, por não ser um regra definitiva, torna-se quase aleatória. Pode até existir hoje, mas não amanhã. Pode, então ser eventual. E eventualidade não traduz grandeza.
O Atlético, seja pelo seu extraordinário crescimento patrimonial, seja pelo sucesso técnico, incluindo três títulos de caráter nacional (segunda e primeira divisões, e torneio seletivo para a Libertadores), seja de fazer negócios em milhões de dólares, quase sempre na casa de dois dígitos, realizações que criam o conjunto que naturalmente repercute na excepcional campanha que pode levá-lo ao bi brasileiro.
Bem resumido, o Atlético passou a ser objeto do desejo da mídia nacional. Pelo bem ou pelo mal. Pelo bem adotado pela maioria, citado como exemplo definitivo de modelo gerencial de um clube que tem como objeto social o futebol; pelo mal porque desperta inveja àqueles que só eram cobertos pelo seguro da tradição, e agora vivem em desconforto.
O resultado da inveja repercute em fatos objetivos: Santos, Palmeiras e São Paulo (esses nos bastidores), buscam inibir esse estágio alcançado pelo Atlético. Manipulam, ora por ações sem causa na Justiça Desportiva, ora com o uso de uma mídia que foi superada como eles.
Não vejo mal em perseguir desta forma o Atlético, pois ao mesmo tempo em que é um reconhecimento de sua grandeza, é a adoção da verdade destas fraquezas. Caído
Um site de jornal faz uma pesquisa para provocar a manifestação da vontade da torcida do Coritiba no jogo contra o Santos: beneficiar ou não o Atlético, eis a questão.
O mais grave é que o torcedor contrário ou a favor, manifesta-se. A gravidade está no simples fato de aceitar tal hipótese, como se os 95 anos do Coritiba fossem pedra lavada. A indignação já deveria existir pelo simples fato de provocar essa vontade; responder a pesquisa, aceitando-a é um ato de ofensa.
Não se ofendem apenas os profissionais constrangendo-os interiormente a ter que ganhar para provarem honestidade, quando a derrota seria absolutamente normal e honesta. Ofende a história de um clube que deve ter a rivalidade com outros apenas como motivação de vida e não de morte.