Os sites Furacão.com e Rubronegro.net se uniram para resgatar uma das mais belas passagens da vida do Atlético: os 35 anos da conquista do título de 1970. A foto de Passerino Moura estampada pela Tribuna do Paraná chorando entre torcedores e repórteres, foi a representação viva do ?Time da Raça?, da ?vitória do tostão contra o milhão?.

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A importância não está apenas no marco histórico, porque por mais belo que seja não deixa de ser mais um título entre tantos. A importância está no fato de que o título de 1970 deu ao Atlético uma sobrevida, que usada com amor e idealismo, transformou-se não só em vida, mas na própria eternidade.

Só mesmo idealistas como são esses torcedores de sites, é que poderiam resgatar um valor mandamental como esse da história atleticana. Do contrário seria mais uma data a ser esquecida, dentro do propósito de se fazer o passado do Atlético só pela data presente.

Só mesmo quem ama o Atlético sabe o que ainda representa na história Rubens Passerino Moura, único militar brasileiro que usou uma farda vermelha e preta. Não tendo um mísero tostão para fazer uma revolução material, fez uma revolução pela paixão. E lá estava o querido Lauro Rego Barros, que não se sabe mais se a sua história é a da sua vida ou do próprio Atlético. Nelson Zagonel, Hailton Fantinatto, Dr. Schiavon, Arnaldo Garcez de Barros e os saudosos Orestes Domingos Beltrami, Cláudio Passerino Moura e Atilio Cômodo, todos estavam lá. E sabe que já começa a passar o chapéu para comprar camisa, calção e chuteira? Um jovem fanático de nome Valmor Zimermann, a quem se juntaram Celso Gusso, Airton Galina, José Carlos Farinhaque e outros que constituíram a ?Retaguarda Atleticana?.

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E o time? Era uma época em ainda não era vergonhoso ter ídolos. E os meus, pobre repórter de treino, eram Vanderlei, Zico, Alfredo Gottardi, Julio, Nilson e Sicupira. Nenhum no entanto se tornou tão inesquecível como o treinador Alfredo Ramos, que além do título, deu-me o consolo para o sentimento que pela primeira vez me explodia.

Não confesso minha emoção só por este ato praticado por uma geração de torcedores que ainda nem existia, o que torna inestimável o seu valor; mas, confesso a emoção da tristeza de ver o Atlético hoje como instituição à ordem de fazer esquecer a sua própria história.

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