“A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”, pensou e escreveu Karl Marx. O seu pensamento se eternizou por sempre atualizar os fatos que surge na execução da vida das pessoas e das instituições. Adotado como principio definitivo, explica bem o Brasil de hoje.
E no Atlético, o maior clube do Paraná, também. O cartola Mario Celso Petraglia se tornou senhor do Furacão, no Atletiba de 16 de abril de 1995, tendo como causa a humilhante goleada aplicada pelos coxas: 5×1. Vinte anos depois, remeteu o Atlético, na sua última partida como presidente, a uma humilhação nacional, para um Santos com traumas pela perda da Copa do Brasil, desinteressado em ambiente de férias, em uma Vila Belmiro sem público, e com a base de reservas: 5×1.
E não é só isso. Da mesma forma que chegou com o clube em estado de pré-insolvência, vai deixá-lo com todo o seu patrimônio hipotecado por uma responsabilidade solidária de R$ 500 milhões, sem oferecer a solução futura de maneira formal. Hoje termina o prazo para o acordo com a Fomento, e o governador Beto Richa já mandou ordens que qualquer acordo tem que ter a concordância por unânimidade dos conselheiros do Tribunal de Contas e a autorização da Procuradoria Geral do Estado. É quase inevitável a penhora de todo o patrimônio do Atlético.
Deixa o Atlético com um time melancólico, cujo histórico recente constrange pela humilhação ao seu torcedor: a disputa para não ser rebaixado no Estadual e no Brasileiro, a eliminação pelo Tupi na Copa do Brasil em plena Baixada e a eliminação na Copa Sul-Americana para o Luqueno.
Se Petraglia não se entregasse à empáfia, se acreditasse ser um simples mortal, se não humilhasse os torcedores com adjetivos de “palhaços”, “falacianos”, “ingratos”, e “pulhas”, verdades como essas poderiam ser contadas em forma de coincidências para não tornar contraditória a biografia do cartola.
Salvador
A temporada que asfixiou a torcida do Coritiba terminou. Sendo uma das piores da história do clube, passa a ser a marca imediata da administração de Rogério Bacellar. O fato de não ser rebaixado não significa uma conquista. Ao contrário, o Coritiba só não foi rebaixado em razão da reação baseada no passado e na honestidade dos jogadores que entenderam o idealismo e a capacidade de Pachequinho no comando.
O empate sem gols com o Vasco deveria ser tomado como marca da decepção.
