O sonho acabou

Os Coxas foram com tudo para o Couto Pereira: ilusão, esperança, certeza, Green Hell, ou “inferno verde” (maldito ou bendito?), melhor defesa, melhor ataque, faixas de campeão.

Faltou o mais importante: um time equilibrado nas funções que se exige de um esquema de decisão em que o gol contra vale por dois.

Correu e lutou. Exauriu-se. Parecia jogar, mas enganava, pois engana o time que joga só na emoção, provocado pelo grito da arquibancada.

Uma vitória de 3 x 2, quando se exige uma diferença de dois gols, apenas dissimula a injustiça. Origina consolo, mas não enxuga lágrimas. No futebol tudo é justo, pois como na vida, nada acontece por acaso. E o Coritiba não perdeu o título por nenhuma circunstância estranha ao futebol.

A defesa que já havia perdido a referência sem Pereira, voltou a jogar mal com os frágeis Demerson e Lucas. Em dois jogos, sofreu três gols, fato que pode ser isolado e explicar a perda do título. Mas ficou, ainda, mais fraca pela decomposição do meio-campo, com a queda de Leo Gago e a lesão do melhor jogador do time, Leandro Donizete, e a opção equivocada por Marcos Paulo para ser meia, quando o ataque precisava de amparo.

A perda desse título deve ser difícil de ser absorvida. Pois tinha tudo para ganhar e perdeu para um Vasco pouco razoável, que jogou 95 minutos dando chutões e alienado à chance que o erro alheio oferece. Todos nós um dia sonhamos com coisas possíveis. Acordamos com a sensação que poderíamos ter alcançado. E é isso que maltrata.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google