Quem passou por perto é capaz de jurar: Dado Cavalcanti ficou assanhado com o boato de que iria ser convidado para dirigir o Atlético. Perguntava para gente próxima: “É verdade?” É da nossa natureza: quando procuramos saber da verdade, é que queremos. Pois Dado seria o técnico a ser escolhido, se não estivesse no Paraná. Com a locação de Vila Capanema para a disputa do Brasileiro, o Furacão quer evitar atrito com o Tricolor.
No domingo à noite, depois de comunicar a Drubscky que ele não era mais o técnico, o presidente Petraglia telefonou para Dorival Junior, em Florianópolis. Mas Dorival pode ir para o Vasco.
Na situação em que o Atlético está, com Petraglia de presidente, estava em 2004. E Levir Culpi, com quem não converso desde a desgraça de Erechim, levou-o à Libertadores da América. Na situação em que o Atlético está, com Petraglia de presidente, estava em 2009. E Geninho levou o Atlético à Sul-americana. Na situação em que o Atlético está, estava em 2010. E Carpegiani deixou o time na Sul-americana, antes de ir para o São Paulo.
Pergunto: não seria a vez de Caio Júnior? Se não conseguir Dorival, o Atlético tem que ir competir no mercado.
Solução
O Tribunal de Contas do Estado sugeriu suspender o repasse para a construção da Baixada. Não me surpreendeu. Há dois meses escrevi que essa decisão já estava prevista. A nota só retardou o anúncio.
Bem lida, o Tribunal responsabiliza o Município e o Estado, que por suas secretarias especificas não atualizaram os orçamentos, como o Atlético havia informado. A decisão, em um aspecto, foi boa para o Furacão. Entre outras providências, o TCE quer saber quem vai pagar o que exceder do orçamento de 180 milhões de reais. Como o contrato distribui o ônus na proporção de um terço para cada parceiro, tem que se formalizar a divisão do excedente. Então, ficará como se aprende com o pensador romano Cicero: cada qual com seu igual.