Só o Santos de Pelé por ser desigual, podia ter a certeza de iniciar uma Libertadores sabendo que iria ganhá-la.  E só porque tinha Pelé, ganhava. Mas, ainda, assim, precisava de outros deuses como Zito, Mengálvio, Dorval, Coutinho e Pepe: Boca e Peñarol eram poderosos.

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Já há muito vulgarizada, o torneio transformou-se em um buraco negro: todos sabem como começa, mas ninguém sabe como termina. O favoritismo é um exercício de suposição que se esgota na tradição de alguns clubes. Como não há mais grandes jogadores, e por isso não há grandes times, tudo é incerto. E, na incerteza, tudo pode ocorrer.

É por esse recurso da tradição que, entre os brasileiros Palmeiras, Flamengo, Inter, Grêmio, Cruzeiro e Atlético Mineiro, o nosso Athletico é tratado como uma espécie de “patinho feio”.

O sentimento é de que, de todas as Libertadores que o participou, essa é a que tratou com mais seriedade. Sem os rompantes de futurismo do seu dono, é possível afirmar que adotou o racionalismo para jogar uma competição, e para não correr mais uma aventura.

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A partir da permanência do treinador Tiago Nunes, manteve a base do time campeão da Sul-Americana. A saída de Pablo irá repercutir na forma de jogar no ataque, mas sem criar um vazio. O argentino Marco Ruben é daquelas cobras criadas, que aos 32 anos sabe como poucos os atalhos dessa selva que é a Libertadores. O jovem argentino Tomás Andrade, pelo que jogou nos amistosos, é um pouco melhor que Raphael Veiga.

Deve se lamentar que para o jogo de Tolima, Jonathan e Lucho González não joguem. São vazios difíceis de preenchê-los de imediato. De Lucho, em especial.

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De resto, é o time da Sul-Americana.  O mesmo que foi o seu campeão, e o mesmo que saindo dos últimos lugares, terminou em sétimo no Brasileiro.

De repente, o “patinho” não é assim tão feio.

Muralha

Dizem os ingleses que “não há nada tão ruim que não possa piorar”. O Coritiba está trazendo o goleiro Muralha, que o Flamengo para vê-lo longe estava pagando para alguém levá-lo. Saiu da Gávea à toque de caixa, foi jogar no Japão, e por lá até o Sol parecia teimoso em nascer todos os dias.