A psicologia ensina que o alter ego de uma pessoa é a personalidade alternativa de alguém. Expressão latina, “alter” significa outro e “ego” significa eu. É uma espécie de duplicata da personalidade. Freud, que cunhou a expressão, disse que todos nós a temos e que um dia iremos descobri-la.

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O presidente do Coritiba Rogério Bacellar já manifestou o seu outro eu: Mário Celso Petraglia, presidente do Atlético. Ouvindo uma entrevista de ambos na rádio Massa, fiquei surpreso com Bacelar: concordando com tudo que Petráglia fala, pensa e decide, dá a impressão de que está diante de seu criador e ver refletido nele a si próprio.

Poderia ser uma coincidência de posições, algumas até corretas. Mas perdeu essa impressão quando Bacellar – inspirado em Petraglia – passou a criticar a imprensa de Curitiba, chamando-a de “fraca”.

Petraglia tem seus motivos. A imprensa em Curitiba o investiga há vinte anos, denuncia várias operações e faz prova em processos. E o motivo de Bacelar, qual é?

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Talvez esteja nessa sua personalidade oculta a explicação para tantos fracassos do Coritiba em campo. Com Bacellar, os coxas foram humilhados pelo Operário no Couto Pereira, perderam o Estadual, foram excluídos da Copa do Brasil, e há seis meses estão constrangidos pelo medo de ser rebaixados para a segunda divisão nacional. Um dos elementos característicos da personalidade oculta de Bacellar é o de perdedor: em vinte anos no Atlético, Petraglia nunca conseguiu ganhar um título como presidente.

Decisão

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É possível afirmar que o Furacão ganhou no tranco dos paraguaios do Luqueño: o gol da vitória de Marcos Guilherme originou-se de um lance faltoso de Walter. Não obstante, a vitória foi justa e serviu para tirar um pouco a carga dos fracassos no Brasileiro. Destaco esse fato já velho para ser possível presumir que o Furacão, contra o Fluminense, no Maracanã, terá mais tranquilidade para reagir contra a tendência de queda no Brasileiro. A volta de Nikão vai arrumar o meio campo.

No Couto Pereira, o Coritiba vai ter que jogar o que não jogou no campeonato, e talvez com Ney Franco seja incapaz de jogar. A vitória contra o São Paulo é obrigatória: primeiro porque é imposta pela classificação, segundo porque enfrenta um time desmilinguido, em crise.