A sensação que ficou é a de que o campeonato começou com aquele gol do Rio Branco, contra o Foz. É que se não houvesse aquele gol, não haveria mais Atlético, e sem um dos grandes, o campeonato cai no vazio.
Atlético x Paraná é um jogo igual a qualquer outro das quartas de final. No entanto, é o mais importante. E não é por ser um clássico, mas por ser ambientado em circunstâncias que se tornaram extraordinárias.
O Paraná com um time reserva, submeteu ao Furacão no placar, nos planos individual e tático. Mas como já perguntei: não teria conseguido essa façanha no momento desnecessário e no jogo errado?
Eis a grande questão a ser resolvida nessa próxima fase: o que será daquele que foi o melhor time, que teve o melhor técnico (Wagner Lopes) e melhor jogador (Renatinho) da fase jogada? No critério eliminatório, todo fato é lógico, previsível e possível. Os precedentes por mais importantes que sejam, entram no campo de risco, e às vezes, batem de frente com aquilo que a paixão trata como injustiça.
Já vi muitas vezes o primeiro ser eliminado pelo oitavo, e o oitavo acabar sendo o campeão. De repente, o Atlético se transforma em uma espécie de Alien, e engole a todos, tornando-se um campeão casuístico.
Os outros
Se há um ponto de dúvida dos grandes, esse atende pelo nome de Coritiba. Ganhou uma chance de evoluir por ter o benefício de cruzar com o Cascavel. Na prática, ainda, é um time indefinido. Essa verdade é confessada pela própria diretoria, que não se arrisca em tratar Pachequinho como técnico, preferindo mantê-lo na provisoriedade.
O Coritiba irá passar pelo Cascavel.
Já não dá para especular sobre J. Malucelli e Londrina. O Jotinha já não é aquele do início. Talvez, a sua chance esteja no fato de que o Londrina, também, meio que se arrastou na primeira fase.
Cianorte e Prudentópolis, jogam pelo lucro que é passar essa fase.
O Prudentópolis já fez o seu papel. E seu treinador Milton do Ó acabou como a grata surpresa na função de técnico.