Ao colocar em dúvida a atuação do doutor Joel Macedo Soares Pereira Neto na divisão tripartite da obra da Baixada, usando como motivo uma foto em que o Procurador-Geral do Munícipio aparece ao lado de Henrique Gaede, que comanda a oposição do clube, Mário Celso Petraglia foi outra vez infeliz. O ato transportado para a lei penal materializa um tipo de falsidade ideológica: a foto, por ser antiga, não guarda nenhuma relação com o processo eleitoral. O ato transportado para o campo pessoal prova o quanto Petraglia é opaco para tratar com o ser humano. Joel é uma pessoa de bem, com um histórico irrepreensível como procurador do Município, um atleticano como poucos, cujo único defeito é entregar-se ao Atlético de corpo e alma. E Petraglia sabe disso.

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O ato de Petraglia tem um motivo de fundo: transferir a responsabilidade pelo fracasso da sua gestão em convencer Estado e Munícipio de dividirem por igual os gastos reais da obra da Baixada. Beto já desautorizou o oficio enviado por Sciarra. Culpando os outros, Petraglia quer induzir a torcida do Atlético a erro. Culpar terceiros, como sempre fez, é a única forma de justificar porque vai entregar o clube com todo o patrimônio hipotecado e sob ameaça iminente de penhora.

A insensibilidade de Petraglia ao tratar de relações pessoais o conduz à ignorância, estágio lógico e natural de quem não tem controle de si mesmo. Ao pretender coagir os agentes públicos através de exposição na mídia, provocou o único monstro que não poderia ser despertado: o Ministério Público formalizou a recomendação para o Município de Curitiba não emitir mais potencial construtivo como garantia do financiamento da obra, e o Estado não pagar mais do que prevê o contrato.

Riscos

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Definitivamente, o Paraná já vê o Macaé no retrovisor e passa a correr sério risco de rebaixamento para a terceira divisão. O fracasso técnico contrapõe com a lealdade à promessa de pagar em dia os jogadores. Isso vem provar de que o dinheiro no futebol é importante, mas não é fundamento definitivo. Se não o associar com a capacidade de gerenciamento, não adianta investir.
O Paraná está confirmando essa verdade: entregou um cheque em branco para Vavá, que contratou indiscriminadamente mais de vinte e cinco jogadores, e o clube não consegue ter um time. Mais irresponsável foi o fato de, ao demitir Fernando Diniz, querer improvisar um técnico.

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