O Atlético, do qual Mário Celso Petraglia está dono, tornou-se chato: passou a ser um clube previsível. O fato de Fernando Diniz ter deixado o seu comando técnico era absolutamente certo. Foi uma daquelas notícias de que Nelson Rodrigues dizia que de tão aguardada que nascia velha. E nem surpreende o anúncio da saída de Petraglia do comando do futebol. Só que desta vez é falsa, criada apenas justificar a demissão do treinador perante a imprensa amiga “além da BR-116”. Em 2001, ano do título brasileiro, e 2008, quando havia riscos de rebaixamento, abandonou o futebol. Em ambos, o técnico era o falecido Mário Sérgio, por ele eleito.

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O fato tem que ser analisado sob um outro ângulo, embora o ponto de partida tenha que ser Diniz. Sem personalidade, esse treinador era apenas um instrumento para satisfazer as fantasias inconsequentes que se produzem diariamente no Atlético.

Mário Celso Petraglia gosta de ler e ouvir tudo o que atende aos seus interesses, e nada do que atende aos interesses do Furacão. Preferiu adotar como verdade os elogios da fase enganosa, simbolizada pelos 5×4 sobre o Tubarão e pelos 5×1 sobre a Chapecoense, vindos da imprensa “além da BR-116”. O resto é a história que coloca o Atlético entre os últimos do Brasileiro, sem time e sem técnico.

Diniz foi embora.

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Pergunto: e agora?

Petraglia, por se considerar o dono, vai continuar submetendo o futebol do Atlético aos seus interesses. Com dirigentes submissos, um Conselho Deliberativo que na prática não existe mais, com a torcida sem reação, o novo técnico terá que passar por sua aprovação. E a sua cartilha continua lecionando que Wanderson, Zé Ivaldo, Jonathan, Guilherme, Ribamar, Bill, Camacho, Bérgson são capazes de comporem um time razoável.

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À propósito, onde andam os conselheiros?

Diniz era apenas um dos temas. Havia outros: cor cinza da Baixada, o valor do preço dos ingressos, o sistema biométrico e a torcida única. E há o mais importante que está transformando todos em coveiros do Atlético: a dívida da construção, que pode levar a Baixada à leilão.

Como escrevi, a saída de Diniz era o menor dos problemas do Furacão.