Há uma proposição do senhor do Atlético, Mário Celso Petraglia, que é a mudança do seu mascote. O “Cartola”, adotado em uma época em que o clube era o clube dos nobres e milionários de Curitiba, seria substituído por um símbolo a ser escolhido por concurso. O “Cartola” na verdade nunca foi uma referência para os atleticanos. Em especial, depois que ganhou o adjetivo de Furacão, que de tão forte, absorveu quase todas as identidades do clube. A geração Arena simplesmente o ignora.

continua após a publicidade

A proposição de Petraglia é correta. Mas é preciso dar regras a escolha, não podendo o mascote ser submisso a vontade aleatória do seu criador. Obrigatoriamente, tem que ter um motivo de fundo destacado da história do Atlético. Como o vira-lata “Biriba”, do Botafogo, que há 70 anos, porque teria dado sorte para o time ganhar um titulo que há tempo não ganhava; como a “Macaca”, símbolo maior do que próprio nome da Ponte Preta, dá o significado da sua antiguidade. E o “Urubu”, que lembrava os negros da torcida do Flamengo, criado pela torcida do Fluminense. O Mengo o adotou.

Não há argumento, nem mesmo a história, para manter o “Cartola”. Embora, ainda, seja o clube de uma classe social que ostenta privilégios, mesmo que dela reste uma burguesia meio quebrada, o Furacão exteriorizou em todos os momentos da sua história uma natureza popular. Bem por isso, é recordista de público, em todos os estádios de Curitiba.

Mas qual seria a referência para a criação do novo mascote?

continua após a publicidade

Em uma perspectiva recente, que apanha a transformação descomunal do Atlético, está aí uma grande oportunidade para os atleticanos homenagearem Mário Celso Petraglia. Há algum fato na história recente do Furacão mais poderoso do que a figura de Petraglia? O mascote, então, teria que ser representado por um boneco bem alto, com pernas e braços longos, com os cabelos grisalhos cortados pelo preto oxigenado, clareado por chá de camomila. Por vivermos uma época de revolução na comunicação, não pode ser um objeto sem ânimo e sem vida. O mascote deve que ser articulado, dotado de um dispositivo eletrônico, que acionado o coloca em movimento, inclusive falando freneticamente como o seu personagem inspirador.

Um mascote, assim, bem feito e fiel à sua causa, vai se transformar em uma febre, vendendo mais que os bonecos dos “Vingadores”.

continua após a publicidade

Só não me ocorre uma referência para o nome deste mascote.

Ajude-me leitor. E-mails com sugestão para a redação.