O São Paulo queria Aloísio para jogar o Mundial do Japão. Recebeu por cessão temporária de três meses, que é o prazo mínimo estabelecido em lei. No termo do empréstimo declarou reconhecer o Atlético como único titular dos direitos sobre o contrato de Aloísio, cujo termo final é 31 de dezembro de 2006. No dia 11 de fevereiro terminou a cessão temporária, originando duas obrigações: para Aloísio se apresentar no Atlético e cumprir o contrato, e em consequência para o São Paulo não criar nenhum impedimento, que viciasse a relação entre o clube paranaense e o jogador. Nada disso seria possível se o Kazan, associação da Rússia, não tivesse enviado o certificado de transferência incondicionalmente a favor do Atlético.

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O São Paulo criou um artifício. Sob o pretexto de que os direitos ainda são do Kazan, ofereceu a Aloísio um pré-contrato. Se for prevalente a tese do São Paulo, isto é, a de que os direitos cedidos do contrato de trabalho não são do Atlético, mas do clube russo, então surge uma outra questão: Aloísio jogou a Copa do Mundo no Japão de forma irregular, porque o seu contrato com o São Paulo só foi possível com o termo de empréstimo cedido pelo Atlético. Se esse era nulo, nula era a sua inscrição para jogar.

O mais grave é que o São Paulo tem precedentes. O Goiás ainda censura-o pela perda de Danilo, Rodrigo, Grafite e Fabão. E, o Atlético Mineiro chora o dinheiro perdido com Cicinho, caso aliás que polemizou até o Tribunal Superior do Trabalho, ou o Ministro Ives Granda Martins.

O Liverpool, derrotado na final pelo ?mais querido?, já tomou conhecimento do fato. E quer saber da Fifa qual era a situação de Aloísio no campeonato perdido.

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Das duas, uma: ou o São Paulo reconhece os direitos do Atlético sobre o contrato de Aloísio; ou formaliza uma denúncia contra si próprio, que o jogador estava irregular no título que conquistou no Japão.

Nota oficial

Não existe nada mais constrangedor do que uma associação de caráter público, explicar um fato através de nota oficial. Fria, calculista e indiferente foi a nota oficial que o Coritiba usou para dar a notícia das consequências da contusão do menino Keirrison. Uma nota só divulga o fato, mas não o explica. Assim, autoriza a se procurar respostas por especulação.

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Ao saber do fato, Sicupira na Banda B sugeriu que a origem desse tipo de contusão em jovens fosse ser melhor investigado. Daí surgiu uma questão: Keirrison não teria sido vítima do mercado, que não deixa o jogador completar a sua formação fisica para ser vendido, atendo o interesse de empresários?