A ousadia de se considerar o maior da história, fez o presidente do Coritiba Vilson Ribeiro de Andrade provocar um assunto palpitante de esquina: qual foi o melhor dirigente do futebol paranaense?

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Talvez seja simples para os coxas, porque ninguém fez mais que Evangelino da Costa Neves. E veja bem, que há tempo Evangelino foi embora. Nenhuma obra significativa foi feita no Couto Pereira que Neves entregou. Nenhum título de expressão foi ganho. Bem resumida, a história do Coritiba parece terminar em Evangelino.

A questão pode se tornar complexa no Atlético. Para uma velha geração, a lembrança de Jofre Cabral e Silva é provocante. Mas a história desses tempos, às vezes não pode avançar porque bate em uma dúvida: o que Jofre faria se não morresse quando revolucionou o futebol paranaense para salvar o Atlético? Passei 25 anos de minha vida dentro da Baixada, e confesso que não tive a resposta. Como é difícil tratar com o passado no futebol, porque todos nós sempre achamos que aqueles do nosso tempo foram os melhores, não se pode imaginar o Atlético se Jofre não morresse quando era revolucionário.

Mas há situações em que o romantismo, as lembranças e as dúvidas são afastadas por verdades incontestáveis. E todas as gerações de atleticanos apontam para um nome: Mário Celso Petraglia. Eu também aponto. Mas não o Petraglia atual, porque esse apenas completou a obra daquele acelerado Petraglia de 1995. Aquele era mais inteiro, porque além de ser capaz, inteligente, audacioso e ambicioso, teve a sorte de ser ancorado por dois atleticanos históricos, Fornea e Adur.

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De 1995 a 2001, o Atlético pagou toda a dívida, e que não era pequena, construiu o mais completo Centro de Treinamentos, o mais belo estádio, foi campeão do seletivo para a Libertadores, foi campeão brasileiro em 2001, consolidando-se uma estrutura, que hoje o torna o maior clube de futebol do Brasil. Jamais alguém fez tanto e em tão pouco tempo no futebol brasileiro.

O Atlético não pode fazer o que o Coritiba fez, e que por isso está sofrendo. Não pode terminar a sua história em Petraglia. Aliás, nem Petraglia deve deixar.

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De primeira

A propósito sobre o assunto, conto uma passagem do taxista Altemir. Sobre a coluna que escrevi ontem, Altemir me narrou: “Estava eu lendo a sua coluna, quando entrou no táxi um senhor de cabelos brancos e disse: os três maiores presidentes da história foram Evangelino, Petraglia e eu. O taxista perguntou: quem é o senhor? Sou o Professor Miranda”.