Alexander Baumjohann é um alemão, que supostamente joga com a “número 10”, que é casado com uma brasileira, que jogou apenas 3 partidas em 2017 que já está batendo em agosto, e que resolveu fazer alguma coisa nesse restinho de ano: jogar no Coritiba.
Carregado pelo empresário Lincoln, que jogou no Coritiba e lhe sapeca uma reclamatória trabalhista de 7 milhões de reais, que penhora o CT da Graciosa, apareceu por aqui. Como não acreditaram no seu cadastro de jogador, procuraram saber quem era através de Rafinha, o excelente lateral do Bayer de Munique. E daí, Rafinha, dizendo que é amigo de Baumjohann, cobrindo-lhe de elogios recomendou: “é o 10 que o Coritiba está procurando”.
Então, o executivo Alex Brasil e o dirigente Ernesto Pedroso, sensibilizados com todos esses fatos, foram convencidos que Baumjohann é o número dez dos sonhos dos coxas.
Esse é o exemplo mais recente do amadorismo profissional que foi implantado no futebol de Curitiba.
É o mais recente, mas nem por isso, é o mais importante, porque nada supera o do Atlético Paranaense. Maldito o dia, que Mário Celso Petraglia ficou o programa “Bem amigos”, que recebia a visita de Paulo Autuori. O doutor gritou: “É esse que estou procurando”. E então, Autuori veio para ser técnico, revelar jogadores, fazer a transição da base para o profissional e padronizar o jogo do Furacão.
Como não conseguiu revelar um único jogador, aproveitando-se do encanto que irradiava em Petraglia, conseguiu um cheque em branco e saiu por aí contratando: Grafite, Carlos Alberto, Jonathan, Gedoz, Guilherme, Eduardo da Silva e Carlos Eduardo. Todos seus amigos e jogadores de empresários amigos. Um pelo outro, já escrevi, sai 120 mil por mês, sem considerar eventuais luvas pagas pela assinatura de contrato. Por Gedoz, por exemplo, o Atlético pagou 1,5 milhão de euros por 50% dos direitos. Guilherme ganhava 400 mil por mês no Corinthians. É possível afirmar que os dois clubes dividam esse valor. Ontem, Carlos Alberto voltou ao DM, encontrou Guilherme e Eduardo da Silva. Não encontrou Carlos Eduardo, porque esse já pegou o dele e foi embora. Todos amigos do peito de Autuori.
São esses os projetos de Atlético e Coritiba.
Bem certo está Petraglia ao afirmar que o “futebol brasileiro está um lixo por causa dos dirigentes”. O repórter da Folha de São Paulo, esqueceu de lembrar o doutor que ele é o mais antigo dirigente do Brasil para então perguntar: “Qual o grau de sua responsabilidade?”
O lixo por causa dos dirigentes
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