O líder

Não se engane: o Paraná não é líder por acaso. Ao contrário, a liderança passa longe do imponderável. Não é gratuito o fato de que um time que pouco se espera sai por aí ganhando as quatro partidas que jogou.
O que ocorre com o Paraná é simples: pagando salários em dia, acabou com a parte pobre do seu noticiário.

Resolvendo com quitação dívidas de 40 milhões, aprendeu que os problemas não são para ser administrados, e sim enfrentados em busca de solução. Está deixando de ser submisso e insosso, como um mendigo pedindo clemência. Quando há paz no vestiário, não se chuta a bola com angústia em campo. A liderança é consequência desses fatos, que embora não considerados na arquibancada, repercutem em cheio dentro de campo. A vitória no futebol é a soma de todos os fatores positivos, que repercutem no ânimo e no espírito de uma instituição, cicatrizando a ferida aberta no orgulho e recuperando a identidade extraviada.

O Paraná está voltando a ser um clube normal. Perguntarão: até quando? O fato de ganhar quatro em seguida e ser líder não significa de que continuará ganhando. O Paraná não tem tempo e nem dinheiro para pensar no futuro. Tem que viver assim: um dia de cada vez.

Desvalorização

Já está se criando entre os atleticanos a cultura de vaias contra o meia Marcos Guilherme. Vamos ao ponto. Marcos já tem as suas limitações naturais. Por ser jovem e ter as suas virtudes, foi valorizado mais do que deveria.

Coincidiu que jogava bem no Brasil de base e pouco jogava no Atlético, até que no final da temporada de 2015 não jogou em nenhum dos dois. A insistência atual de sua escalação é coisa de mercado. Pretende-se exibi-lo para uma convocação para as Olimpíadas. Se esse é o objetivo o caminho tomado está errado, pois está se queimando o menino, que não anda bem também em razão da falta de organização do time.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google