O Atlético precisa ganhar um jogo, diz Antônio Lopes.
Para não parecer o óbvio, o treinador deveria ser mais específico, dizer qual dos jogos: Cruzeiro, Botafogo ou Barueri.
A questão, não pode ser simplificada pela alternativa de que se não for amanhã contra o Cruzeiro, pode ser contra o Botafogo. Embora seja solução matemática uma vitória em qualquer um dos jogos, não pode não ser sob o aspecto emocional e técnico.
Deslocando a solução para o confronto direto com o Botafogo, em caso de derrota para o Cruzeiro, o Atlético fará com que a carga emocional alcance um estágio impróprio para um time, que às vezes, limita-se pela inexperiência.
Mais grave, ainda, o “jogo” a que possa ser a referência na projeção de Lopes, seja o último, em Barueri. Com certeza para chegar obrigado a ganhar em São Paulo, o Atlético terá como antecedentes fracassos para Cruzeiro e Botafogo, implicando no interesse de terceiros em seu fracasso.
Uma vitória do Atlético amanhã contra o Cruzeiro é como dinheiro.
Pode não trazer felicidade, mas acalma os nervos.
Sucessão
O planejamento da nova diretoria do Paraná para o futebol de 2010, já começou errado. Mantendo Roberto Cavalo no comando técnico, coloca em dúvida a estruturação definitiva do time para o Brasileiro da Série B, quando precisa voltar à Série A.
Foi assim com Paulo Comelli, que apenas por ter evitado a queda para a 3.ª Divisão, ganhou super poderes. Deu no que deu.
Cavalo pode até ser o técnico ideal neste momento. Com ele, o Paraná pode até ganhar o campeonato estadual, porque aí a tradição, também, influi. Mas não é o técnico para o objetivo central do ano, porque não tem o prestígio público para suportar um período de insegurança, que é normal nos times que iniciam um trabalho do zero.
É de se admirar que Aramis Tissot, “pato velho” não tenha consciência dessa verdade.
Esse filme passa todo o ano na Vila Capanema.