De repente, um senhor grisalho começa a aparecer falando com o sotaque natural de curitibano, sempre sorrindo e, fazendo do diálogo trânsito para alcançar objetivos. Se eu estivesse tratando das características do povo brasileiro estaria tratando da referência do tipo do seu cidadão. Mas estou tratando da exceção: o Clube Atlético Paranaense, cujo ambiente interno e as relações externas mudaram imediatamente com o novo presidente Luiz Sallim Emed.
O poder que tem de diálogo, estruturado na compreensão e na transigência, resolveram três fatos importantes para o Atlético. Dois deles já notórios: a contratação de Walter e a renovação do contrato de publicidade com a Caixa Econômica Federal. Mas o benefício mais importante para o Furacão, Emed conseguiu ontem: não precisando mais do que cinco minutos, convenceu o prefeito Gustavo Fruet de concordar com a transferência para o Estado (Paraná Fomento) da titularidade sobre os direitos das quotas de potencial construtivo, inclusive de comercializá-las. Fruet concordou com base em um parecer da Procuradoria do Município, elaborado depois de muitos estudos.
O ato não altera o contrato histórico, não aumenta o valor nele limitado, mas apenas permite que Atlético e Fomento formalizem o acordo no processo de execução. Bem resumido, Sallim está sendo o jardineiro, que conversava com as flores, e elas se habituaram ao diálogo, do conto “Minha maneira de amar”, de Carlos Drummond de Andrade. Mas bem que o conto no Furacão deveria terminar pelo início do de Drummond. Se seguir em frente, pode surgir o orgulhoso girassol e estragar tudo.
De primeira
Após a conclusão da prova pericial, cuja interpretação leva ao convencimento de que houve pratica de excesso de mandato na Federação Paranaense de Futebol, os advogados de Atlético e Coritiba irão requerer que seja reapreciada a tutela cautelar de afastamento do presidente Hélio Cury. Base há.